Os valores reajustados serão pagos aos segurados entre 27 deste mês e 7 de fevereiro, segundo o INSS
Segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem mais do que um salário mínimo terão aumento de 4,48% nos valores do benefício. O teto da aposentadoria, por exemplo, sobe de R$ 5.839,45 para R$ 6.101 este ano.
A variação leva em conta o resultado da inflação de famílias com renda menor que cinco salários mínimos.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira, 10 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa, conhecida como Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), registrou alta de 1,22% em dezembro e fechou o ano de 2019 em 4,48%.
O reajuste só será oficializado, contudo, em portaria publicada pela Secretaria da Previdência, do Ministério da Economia. Em 2018, o reajuste dos benefícios foi de 3,43%.
De acordo com o INSS, os valores reajustados serão pagos aos segurados entre 27 deste mês e 7 de fevereiro.
As datas de pagamento variam conforme o valor a ser recebido e o número final do benefício (veja abaixo). Por exemplo, se o número é 321.654-0, é preciso desconsiderar o zero (dígito) e o número final será 4.
Essa alteração, no entanto, vale apenas para benefícios maiores do que o salário mínimo.
O piso nacional, de R$ 1.039, foi divulgado no início de 2020 em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O piso dos benefícios pagos pelo INSS tem o mesmo valor do salário mínimo. Assim, o segurado, que recebia R$ 998 no ano passado, passa a receber R$ 1.039 neste ano.
Dificuldades Nesta semana, foi revelado que o INSS tem uma fila de espera de 1,2 milhão de pedidos de pagamento de benefícios. Por isso, o governo federal prepara uma força-tarefa para agilizar os atendimentos.
A intenção do governo é fazer funcionar o novo sistema do órgão, com a incorporação das mudanças aprovadas na reforma da Previdência. Entre as alternativas avaliadas, está o remanejamento de servidores que cuidam de aposentadorias em outros ministérios para ajudar no trabalho.
Em último caso, o governo cogita a contratação de terceirizados para atuar no atendimento ao público nas agências do INSS. Com isso, funcionários do órgão ficariam liberados para trabalhar nas análises dos benefícios.