60% das pessoas têm celulares sem uso em casa e perdem cerca de R$ 1,5 mil por ano

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 4 de maio de 2026 às 19:00
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60% dos brasileiros trocam de celular a cada dois ou três anos, o que cria um fluxo de aparelhos que acabam guardados

Deixar um celular antigo parado na gaveta pode fazer o consumidor perder até R$1.500,00 anualmente, segundo um levantamento da Trocafone, empresa pioneira no mercado de recommerce de smartphones no país.

A companhia aponta que mais de 50% dos brasileiros mantêm pelo menos um smartphone sem uso em casa, enquanto esses dispositivos continuam se desvalorizando com o passar do tempo. Dependendo do modelo e do período em que fica sem uso, a desvalorização pode chegar a até 24% ao ano.

O comportamento contrasta com o próprio ciclo de consumo de tecnologia no país. Segundo pesquisa da empresa, realizada com mais de 92 mil consumidores, 60% dos brasileiros trocam de celular a cada dois ou três anos, o que cria um fluxo constante de aparelhos que deixam de ser utilizados e acabam guardados.

Ciclos de atualização

Esse processo acontece porque o mercado de tecnologia funciona em ciclos rápidos de atualização. A cada nova geração de smartphones lançada pelas fabricantes, modelos anteriores tendem a perder valor de revenda.

Quando o consumidor demora para vender ou trocar seu aparelho, essa desvalorização pode se tornar ainda mais acentuada.

Além da chegada de novos modelos, fatores como desgaste natural da bateria, atualização de sistemas operacionais e redução da demanda por versões mais antigas também influenciam diretamente no preço de mercado ao longo do tempo.

Valor de mercado

“Os smartphones são bens tecnológicos que se desvalorizam rapidamente. Quando um aparelho fica parado por muito tempo, ele perde valor de mercado e deixa de gerar retorno para o consumidor. Muitas pessoas têm um ativo guardado sem perceber que poderiam transformá-lo em dinheiro ou em desconto na compra de um modelo mais recente”, afirma Flávio Peres, CEO da Trocafone.

O levantamento da empresa também mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais racional em relação à tecnologia. Cerca de 89,9% dos entrevistados apontam a economia como principal motivação na hora de comprar um celular, o que tem impulsionado o crescimento do mercado de seminovos no país.

Nesse cenário, vender ou trocar o aparelho por meio de empresas especializadas têm ganhado espaço justamente pela segurança e praticidade.

Diferentemente das negociações diretas, esse modelo garante a limpeza completa dos dados pessoais, reduz o risco de golpes e elimina a necessidade de lidar com múltiplos compradores.

Descarte correto

Além disso, empresas estruturadas asseguram o descarte ambientalmente correto dos dispositivos que não podem ser reaproveitados e promovem a reutilização dos aparelhos em bom estado, contribuindo para a economia circular e ampliando o ciclo de vida dos produtos.

Além do benefício financeiro para quem vende ou compra aparelhos usados, o recomércio também contribui para ampliar o ciclo de vida dos dispositivos eletrônicos. Ao voltar ao mercado, um smartphone seminovo pode atender outro consumidor e evitar o descarte prematuro de um equipamento ainda funcional.

“Existe um movimento global de economia circular no setor de eletrônicos. Quando um celular volta ao mercado como seminovo, ele prolonga sua vida útil e passa a atender outro consumidor. É um modelo que gera economia para as pessoas e ao mesmo tempo reduz o impacto ambiental do descarte eletrônico”, afirma Peres.

Com novos lançamentos de smartphones previstos ao longo do ano e campanhas promocionais que estimulam a troca de aparelhos, o especialista recomenda que os consumidores avaliem o momento ideal para vender ou trocar seus dispositivos.

“Isso pode ajudar a preservar parte do valor do aparelho e transformar um celular parado em uma oportunidade de economia”, conclui.


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