Para quem grita muito com o jogo do Brasil, a fonoaudióloga ensina como torcer sem prejudicar a voz e quais cuidados simples ajudam
Aprenda a proteger sua voz durante os jogos do campeonato mundial e evite a rouquidão no ambiente de trabalho com dicas de fonoaudiologia (Foto Getty Images)
Com a chegada do maior campeonato de futebol do mundo, celebrar os gols vira um reflexo automático para os torcedores.
No entanto, o exagero nas comemorações frequentemente se transforma em rouquidão no dia seguinte, afetando a rotina de reuniões, chamadas de vídeo e apresentações profissionais.
Especialistas em comunicação corporativa alertam que o impacto vai além do desconforto físico, pois uma voz fragilizada pode transmitir cansaço e comprometer a credibilidade no ambiente de trabalho.
A rouquidão ocorre devido ao esforço intenso imposto às pregas vocais durante os gritos. Esse ato força a passagem de uma grande quantidade de ar em alta velocidade pela laringe, gerando atrito e irritação nos tecidos.
O cenário se agrava ainda mais no inverno, período em que o ar mais seco dificulta a recuperação natural do aparelho fonador.
Estratégias para Torcer Utilizando o Corpo
Para liberar a emoção dos jogos sem prejudicar a saúde vocal, a principal recomendação é substituir o esforço da voz por expressões corporais.
Atitudes simples como pular, gesticular, bater palmas, agitar bandeiras ou utilizar apitos e cornetas cumprem o papel de extravasar a tensão da partida sem sobrecarregar a garganta.
Outro ponto crucial durante as transmissões é a hidratação consciente. Como o consumo de bebidas alcoólicas e petiscos salgados é comum nos dias de jogos, torna-se indispensável alternar o consumo com água em temperatura ambiente.
Esse hábito lubrifica as pregas vocais e atua de forma preventiva contra os danos causados pelo esforço.
Cuidados Pós-Jogo e Soluções Caseiras
A recuperação no dia seguinte exige cuidados específicos, como realizar nebulização com soro fisiológico ao acordar e antes de dormir, além de evitar forçar a fala em ambientes ruidosos.
Exercícios de aquecimento vocal sem força, como a vibração da língua ou bocejos sonoros, também ajudam a reduzir o impacto acumulado na musculatura.
Profissionais da área desmistificam o uso de pastilhas, sprays e gargarejos caseiros, esclarecendo que essas soluções paliativas apenas mascaram a dor e não resolvem a fadiga muscular.
Caso o paciente sinta dores persistentes na região do pescoço ou perda total da voz com dificuldade de melhora, a recomendação é buscar a avaliação de um médico otorrinolaringologista.