Realmente o consumo de proteínas como carnes e ovos é saudável, mas sem radicalismo
A chamada dieta da proteína tem se popularizado entre pessoas que buscam emagrecer de forma rápida. O método consiste em priorizar o consumo de alimentos ricos em proteínas, como carnes, ovos, queijos e leguminosas, e reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos.
Essa mudança faz o organismo utilizar as reservas de gordura como fonte de energia, o que pode levar a uma perda de peso mais acelerada nos primeiros dias. Embora o resultado inicial seja visível, especialistas alertam que a dieta da proteína deve ser seguida com cautela.
A redução drástica de carboidratos pode causar efeitos colaterais como fraqueza, dor de cabeça, tontura e mau hálito, já que o corpo passa a produzir corpos cetônicos em excesso. Além disso, a falta de fibras pode comprometer o funcionamento do intestino, enquanto o excesso de proteínas pode sobrecarregar os rins e o fígado.
Estudos mostram que a estratégia pode funcionar para eliminar peso em curto prazo, mas a manutenção dos resultados depende da reeducação alimentar e da introdução equilibrada de todos os nutrientes.
Períodos controlados
Por isso, especialistas defendem que a dieta da proteína não deve ser seguida por longos períodos nem de forma indiscriminada. Pessoas com problemas renais, hepáticos ou metabólicos, por exemplo, podem ter complicações sérias se aderirem ao método sem orientação.
O consenso é que a dieta pode ajudar na perda de peso, mas precisa ser planejada com acompanhamento médico ou nutricional para evitar riscos. A adoção de um cardápio equilibrado, que una proteínas, carboidratos de boa qualidade, fibras, vitaminas e minerais, ainda é a forma mais segura e sustentável de emagrecer com saúde.