Eclipse solar total mais longo do século está chegando: quando e onde observá-lo?

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 8 de junho de 2026 às 17:00
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Nasa confirmou que a escuridão durará mais de seis minutos e compartilhou recomendações

Saiba tudo sobre o eclipse solar total de 2027, que promete mais de 6 minutos de escuridão e será o maior do século (Foto Arquivo)

 

A comunidade astronômica internacional já iniciou a contagem regressiva para o dia 2 de agosto de 2027, data em que ocorrerá um eclipse solar total histórico.

De acordo com dados divulgados pela Nasa, este evento se configura como um dos marcos científicos mais significativos do século XXI, superando consideravelmente a duração de fenômenos recentes devido ao alinhamento e à proximidade da Lua com a Terra.

Em seu ápice, o eclipse manterá uma fase de escuridão total por seis minutos e 22 segundos. O interesse global por esse tipo de evento disparou após o impacto do eclipse de abril de 2024, que cruzou a América do Norte e durou quatro minutos e 28 segundos.

Pela magnitude projetada para 2027, especialistas alertam que os entusiastas devem planejar suas viagens com bastante antecedência.

A Rota da Escuridão Total

A trajetória da sombra da Lua começará no Oceano Atlântico e seguirá pelo norte da África. A faixa de totalidade (onde o Sol fica 100% encoberto) cruzará países como:

– Marrocos
– Tunísia
– Líbia
– Egito
– Arábia Saudita
– Iêmen

A sombra terminará sua jornada nas águas do Oceano Índico. Astronomos identificaram a histórica cidade de Luxor, no Egito, como o epicentro ideal para a observação, pois será o local onde o fenômeno atingirá seu tempo máximo de escuridão.

Um eclipse parcial também poderá ser visto em boa parte da Europa, no sul da Ásia e em outros países africanos, como Argélia, Sudão e Somália.

Números Impressionantes e Segurança

Os dados físicos do evento impressionam os cientistas. A sombra da Lua vai se deslocar pela superfície terrestre a uma velocidade impressionante de aproximadamente 2.580 km/h (corrigindo a escala de velocidade do deslocamento orbital), cobrindo uma faixa de 15.227 quilômetros de comprimento.

Para quem pretende acompanhar o espetáculo de perto, os especialistas reforçam que o uso de equipamentos adequados é indispensável. Olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse, pode causar danos irreversíveis à retina.

É obrigatório o uso de óculos astronômicos ou filtros para telescópios e binóculos que possuam a certificação internacional ISO 12312-2, a única que garante proteção real contra a radiação solar direta.

Fonte: O Globo


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