O destaque positivo é apenas para televisores: em unidades, a venda do produto cresceu 51% em novembro e 31% em outubro.
Black Friday: na disputa da atenção do consumidor com a Copa do Mundo, varejo saiu perdendo (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
Esperança de melhora dos números do varejo, a Black Friday de 2022 pode ter sido um banho de água fria, ao menos se considerados dados do comércio on-line.
A data é considerada uma das mais importantes para o setor, e a expectativa era de que poderia gerar um volume de vendas maior que em 2021, dando fôlego ao resultado das empresas, especialmente as grandes varejistas como Magazine Luiza, Via e Americanas.
Mas, pelas primeiras parciais, os campeões de venda foram os itens de menor tíquete médio, como alimentos e bebidas.
Na ponta dos itens de maior preço, o destaque positivo é apenas para TVs: em unidades, a venda do produto cresceu 51% em novembro e 31% em outubro.
A venda de televisão em ano de Copa é um clássico que, aparentemente, continua atualíssimo.
Na sexta-feira (25), o pessimismo com o varejo e consumo estava escancarado nas cotações nas ações das varejistas que estavam entre os destaques de queda do Índice Bovespa.
Segundo levantamento da Confi.Neotrust, empresa de inteligência de dados com foco em varejo on-line, em parceria com a ClearSale, de quinta-feira (24), até as 19h de sexta-feira (25), as vendas caíram mais de 30% em comparação a 2021.
“O desempenho ruim no dia do jogo do Brasil era esperado. Na sexta-feira, não”, disse a head de Inteligência da Confi Neotrust, Paulina Dias, em entrevista ao Exame In, no início da noite de sexta-feira.