compartilhar no whatsapp
compartilhar no telegram
compartilhar no facebook
compartilhar no linkedin
Processo de recuperação está atrelado ao desenvolvimento econômico e geração de empregos formais
Os planos de saúde
fecharam 2018 com alta de 0,4% no número de clientes, em comparação ao ano
anterior. Os números são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(IESS).
Esta foi a primeira elevação desde 2014. No período compreendido
entre 2014 e 2017, o setor de saúde suplementar só registrava perdas. Mais de 3
milhões de consumidores perderam os planos de saúde.
Os planos médico-hospitalares encerraram 2018 com 47,4 milhões
de clientes. No total, foram firmados 200,2 mil novos contratos de janeiro a
dezembro, segundo o IESS. O instituto atribuiu o impulso para a recuperação do
setor às regiões Centro-Oeste e Nordeste. No Centro-Oeste, foram registrados
111,8 mil novos vínculos ao longo de 2018, incremento de 3,6% e um total de 3,2
milhões de pacientes atendidos.
O superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro,
destacou que dos novos vínculos, 49,9 mil estão concentrados no Distrito
Federal, que encerrou dezembro com 917,8 mil pessoas assistidas por planos
médico-hospitalares, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao
período anterior.
Outro destaque é o Nordeste, onde foram firmados 82,8 mil novos
vínculos. A região contabiliza 6,6 milhões de beneficiários, com aumento
atingiu 1,3%.
No Sudeste, o destaque foi São Paulo que, mesmo sendo o maior
mercado de planos de saúde do Brasil, fechou o ano com evolução de 0,3% no
total de planos médico-hospitalares, o que equivale a 58,3 mil novos contratos.
“O estado representa mais de um terço, ou o equivalente a
36,3% do total do mercado nacional. Com esse tamanho, é natural que qualquer
processo de retomada seja mais lento. Mas, uma vez ‘engatada’, a tendência é
que a saúde suplementar volte a apresentar resultados positivos”, avaliou
Carneiro.
Crescimento
O superintendente do IESS indicou que o processo de recuperação
de consumidores de planos de saúde está atrelado ao desenvolvimento econômico e
à geração de empregos formais, especialmente nos setores de comércio e serviço
dos grandes centros urbanos. “Esperamos ter indicadores
econômicos positivos, mas se isso não acontecer, o setor pode permanecer
estagnado por mais um tempo”, advertiu.
A expectativa é que o setor volte a crescer de modo mais efetivo
quando o mercado formal de trabalho voltar a contratar, porque é o mercado
formal que oferece planos de saúde e odontológicos como benefício a seus
colaboradores.
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma
entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo promover e realizar estudos
sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que
colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas
no país.