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SP: internação de crianças e adolescentes aumentou em 47% dos hospitais privados

  • Salvador Netto
  • Publicado em 12 de março de 2021 às 18:30
  • Modificado em 12 de março de 2021 às 22:36
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Os doentes estão também chegando com quadros mais graves e permanecem mais tempo nos hospitais, o que tem dificultado o fluxo de pacientes

Uma pesquisa do Sindicado dos Hospitais Privados de São Paulo mostra que aumentou o número de crianças e adolescentes internados por Covid-19.

No total, 47% das instituições afirmaram que constataram um maior número de internações de pessoas dessa faixa da população.

E 55% relatam que houve diminuição geral na faixa etária dos internados, que no ano passado tinham, em sua maioria, mais de 60 anos. As informações são de Mônica Bergamo, repórter da Folhapress.

Os doentes estão também chegando com quadros mais graves e permanecem mais tempo nos hospitais, o que tem dificultado o fluxo de pacientes, gerando lotação máxima e fazendo com que o sistema fique perto de um colapso.

Segundo a pesquisa, 55% dos hospitais têm recebido “casos mais graves de Covid-19 e/ou com rápida progressão”.

E 46% relatam que houve aumento no tempo médio de permanência em UTI.

Dos 93 hospitais que participaram da pesquisa, 99% afirmam que aumentou o número de internações por Covid-19 nos 10 dias anteriores ao período pesquisado, 74% tiveram que aumentar o número de leitos clínicos destinados à Covid-19 nesse período e 89% dos hospitais aumentaram o número de leitos de UTI para atendimento da Covid-19.

A conclusão do levantamento mostra ainda que as taxas de ocupação dos leitos de UTI estão ainda mais altas: 82% dos hospitais pesquisados estão com taxas de ocupação de UTI entre 91% e 100%.

A grande maioria dos hospitais está cancelando ou adiando cirurgias ou outros procedimentos para receber pacientes de Covid-19.

Há um relato também de problemas que surgem no combate à epidemia.

Diz o relatório: “Em questão de múltipla escolha: 81,5% dos hospitais dizem que aumentou o preço dos EPIs; 79% relatam aumento nos preços dos medicamentos; 58% falta de profissionais da saúde; 39% dificuldade para repor estoques de medicamentos e EPIs; e 36% estão preocupados com o cancelamento de cirurgias eletivas e queda na receita. O principal motivo para a falta de profissionais é o aumento da demanda e abertura de novos leitos para Covid-19”.


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