Gosta de frango? Coxa e sobrecoxa têm mais nutrientes do que o peito

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 1 de agosto de 2026 às 12:30
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Enquanto o peito lidera em proteína e menos calorias, coxa e sobrecoxa oferecem mais ferro, zinco e economia no mercado

Entenda as diferenças nutricionais e de preço entre peito e coxa de frango e saiba como escolher (Foto Magnific)

 

O peito de frango tornou-se um dos maiores símbolos da alimentação voltada à saúde e ao ganho de massa muscular. Preparado grelhado, desfiado ou na air fryer, o corte destaca-se pela elevada concentração de proteínas com baixo teor de gordura e poucas calorias.

Contudo, o preparo inadequado pode deixá-lo seco e fibroso, tornando a refeição repetitiva.

Por outro lado, coxa e sobrecoxa costumam ser vistas como opções menos saudáveis em razão da coloração mais escura e da maior presença de gordura.

Análises nutricionais revelam, no entanto, que partes distintas da mesma ave oferecem vantagens complementares para a rotina alimentar e para o orçamento familiar.

Comparativo Nutricional e Micronutrientes

Segundo dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), 100 gramas de peito de frango cru e sem pele contêm cerca de 105 calorias, 21,1 gramas de proteína e 2,29 gramas de gordura.

Na mesma porção, coxa e sobrecoxa cruas e sem pele somam entre 136 e 138 calorias, aproximadamente 17,5 gramas de proteína e pouco mais de 7 gramas de gordura. A carne escura apresenta cerca de 30 calorias a mais e quase o triplo de gordura por 100 gramas.

Apesar da maior densidade calórica, coxa e sobrecoxa concentram quantidades superiores de micronutrientes essenciais em comparação ao peito:

Ferro: A carne escura fornece cerca de 0,84 miligrama por 100 gramas, contra 0,43 miligrama no peito.

Zinco: O corte da coxa oferece 1,96 miligrama por 100 gramas, quase o triplo do encontrado no peito (0,69 miligrama).

Coenzima Q10 (CoQ10): A coxa e sobrecoxa contêm em média de 2,4 a 2,5 miligramas do composto por 100 gramas, enquanto o peito registra entre 0,8 e 1,7 miligrama.

A maior presença de ferro e mioglobina é responsável pela pigmentação mais escura dos músculos das pernas da ave, utilizados continuamente para sustentação e movimento.

Economia e Métodos de Preparo

Além da composição nutricional, a diferença de preço entre os cortes é um fator determinante nas compras.

Levantametos de mercado indicam que o peito de frango sem osso é comercializado com valores superiores a R$ 20 o quilo em diversos estabelecimentos.

Já a coxa com sobrecoxa resfriada pode ser encontrada por preços que variam entre R$ 8,90 e R$ 19,99 o quilo, a depender do local e de promoções.

Embora a presença de ossos reduza o rendimento líquido na coxa e sobrecoxa em relação ao peito desossado, o investimento final por quilo pode gerar economia considerável.

A forma de preparo também altera o perfil calórico final. Retirar a pele antes do consumo reduz significativamente a ingestão de gordura saturada.

Métodos como assar, cozinhar com legumes ou utilizar a air fryer mantêm a suculência natural do corte sem elevar drasticamente as calorias do prato.

A escolha ideal depende dos objetivos individuais: o peito permanece indicado para dietas de restrição calórica severa, enquanto a coxa e sobrecoxa surgem como alternativas saborosas, econômicas e ricas em micronutrientes para variar o cardápio diário.

Fonte: Já Imaginou Isso?


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