Pesquisa com mais de 158 mil adultos revela que dietas ricas em açúcar na meia-idade elevam a probabilidade de declínio cognitivo, risco potencializado por fatores genéticos
Estudo revela que o consumo excessivo de açúcar na meia-idade pode aumentar o risco de demência em 43% (Foto Arquivo)
Um estudo recente destaca que o consumo excessivo de açúcar pode aumentar em até 43% o risco de desenvolver demência, sendo esse impacto ainda maior em pessoas com determinadas predisposições genéticas. A pesquisa, repercutida pelo portal EatingWell, acompanhou mais de 158 mil adultos ao longo de quase uma década.
Embora a demência seja comumente associada à velhice, o levantamento reforça que suas bases biológicas começam a se estabelecer décadas antes, monitorando participantes na faixa dos 50 anos para avaliar os reflexos na saúde cerebral.
Detalhes e Descobertas da Pesquisa
O trabalho foi conduzido por pesquisadores médicos da China especializados em nutrição e epidemiologia, acompanhando 158.408 participantes com idade média de 56 anos por meio de registros alimentares detalhados.
Aumento expressivo no risco: Quem consumia mais açúcar adicionado apresentou uma probabilidade 43% maior de receber o diagnóstico de demência em comparação ao grupo com menor consumo;
Açúcares naturais também influenciam: O estudo apontou que açúcares naturalmente presentes nos alimentos também elegeram o risco, embora com menor intensidade;
Fator genético: Participantes com características genéticas específicas relacionadas à saúde intestinal mostraram-se consideravelmente mais vulneráveis aos efeitos inflamatórios do açúcar.
Como Aplicar na Prática?
Como o consumo de açúcar é um fator de risco modificável — ou seja, que pode ser alterado por escolhas pessoais —, reduzir a ingestão de doces e ultraprocessados surge como uma recomendação fundamental para preservar a saúde do cérebro a longo prazo, especialmente para quem possui histórico familiar ou predisposição à condição.