5 erros comuns ao tomar remédio para gripe sem orientação médica

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 1 de agosto de 2026 às 19:30
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Tomar remédio para gripe sem a orientação de um profissional, esconde perigos que vão além dos efeitos colaterais

imunidade baixa

Tomar remédio para gripe sem a orientação de um profissional, esconde perigos que vão além dos efeitos colaterais (Foto Arquivo)

 

Com a chegada do inverno no Brasil, os casos de gripe aumentam e, com eles, a busca por alívio rápido na farmácia. No entanto, a automedicação, embora comum, pode agravar os sintomas e gerar complicações.

Muitas pessoas cometem erros básicos que não apenas atrasam a recuperação, mas também podem trazer riscos à saúde.

A prática de se medicar por conta própria, sem a orientação de um profissional, esconde perigos que vão além dos efeitos colaterais.

Ajustar a dose, misturar substâncias ou usar um remédio por tempo inadequado são algumas das falhas que podem agravar o quadro clínico. Entender esses equívocos é o primeiro passo para garantir um tratamento seguro e eficaz.

1. Errar na dose do medicamento

Um dos erros mais frequentes é acreditar que aumentar a dose acelera a cura. Na prática, o efeito é o contrário.

Tomar mais do que o recomendado sobrecarrega o fígado e os rins, podendo levar a uma intoxicação. Já uma dose menor pode ser insuficiente para combater os sintomas, prolongando o mal-estar.

2. Misturar diferentes remédios sem orientação

Muitos antigripais, mesmo com nomes comerciais diferentes, possuem os mesmos princípios ativos, como paracetamol ou dipirona.

Ao combinar produtos para tratar sintomas variados, como dor de cabeça e coriza, o risco de superdosagem de uma mesma substância é alto. Essa mistura sem critério pode causar reações adversas graves e anular o efeito desejado dos fármacos. É fundamental verificar a composição de cada um na bula.

3. Não ler a bula

A bula é um guia essencial, mas frequentemente ignorada. Ela contém informações cruciais sobre contraindicações, efeitos colaterais e a forma correta de administração do remédio, como tomar em jejum ou após as refeições.

Pessoas com condições preexistentes, como pressão alta ou problemas gástricos, podem agravar seu quadro ao tomar um medicamento inadequado.

4. Usar por tempo inadequado

Interromper o uso do remédio assim que os primeiros sinais de melhora aparecem é outro erro comum. A interrupção precoce pode fazer com que os sintomas retornem com mais força, já que o ciclo da doença não foi completo.

Da mesma forma, estender o tratamento por conta própria pode mascarar uma infecção mais grave que necessita de avaliação médica, como uma pneumonia.

5. Confundir gripe com outras doenças

Nem todo mal-estar com febre e dor no corpo é gripe. É importante diferenciar: a gripe, causada pelo vírus influenza, costuma ter sintomas intensos como febre alta, enquanto o resfriado é mais leve.

Além disso, sintomas semelhantes podem indicar quadros bacterianos, como sinusite ou amigdalite. Antigripais atuam sobre vírus e não têm efeito sobre bactérias, que exigem tratamentos específicos, como antibióticos.

Usar o remédio errado apenas alivia os sintomas temporariamente, sem tratar a causa real do problema, o que atrasa o diagnóstico correto e pode levar a complicações.

Fonte: Aqui – Correio Brasiliense


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