Saiba como se declarar doador de órgãos e a importância de avisar a família

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 20 de setembro de 2026 às 07:30
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Legislação brasileira exige autorização familiar para doações de órgãos; diálogo aberto e o uso da nova Autorização Eletrônica facilitam o processo

Entenda como funciona a doação de órgãos no Brasil, a importância de avisar a família, o papel da nova AEDO digital e o que pode ser doado (Foto Arquivo)

 

No Brasil, a decisão de se tornar um doador de órgãos envolve um passo fundamental que vai muito além da vontade individual: comunicar a família.

Campanhas de conscientização reforçam constantemente a importância desse diálogo, já que a legislação atual exige o consentimento dos familiares para que a captação seja efetivada, independentemente de qualquer documento deixado em vida.

Antigamente, a tarja de “doador de órgãos” podia ser impressa na carteira de identidade, mas essa prática foi abolida pela Lei nº 10.211, de 2001, perdendo a validade legal. Hoje, o que prevalece é a autorização documentada dos parentes após a confirmação da morte encefálica.

Por Que o Diálogo com a Família é Decisivo?

A recusa familiar ainda representa um dos maiores obstáculos no país, resultando na perda de potenciais doadores e no aumento das filas de espera para transplantes.

Sem uma conversa prévia, familiares abalados pelo luto e inseguros sobre o desejo do ente querido costumam optar pela negativa.

Por isso, o primeiro e mais importante passo é conversar abertamente com sua família, explicando seus motivos e deixando claro o seu desejo de salvar vidas. Isso retira o peso da incerteza sobre os ombros dos parentes em um momento de extrema dor.

O Papel da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO)

Para formalizar a vontade em vida, foi criada a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO). Trata-se de um documento digital oficial emitido em cartório cujo registro é integrado ao Sistema Nacional de Transplantes, permitindo a consulta rápida por profissionais de saúde.

Atenção: embora a AEDO não substitua o aval da família perante a lei, ela funciona como uma evidência robusta e oficial do seu desejo, facilitando o entendimento dos parentes.

O Que Pode Ser Doado?

A doação pode acontecer de duas formas:

Doadores falecidos (após morte encefálica): Podem ser doados coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins, intestino, córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e tendões. Um único doador pode salvar ou transformar a vida de até oito pessoas;

Doadores vivos: Permitido para órgãos duplos ou regeneráveis (como um dos rins, parte do fígado ou pulmão, além da medula óssea), preferencialmente para familiares (doações para não parentes exigem autorização judicial prévia).

Fonte: Aqui – Correio Brasiliense


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