Suplementos populares para o descanso possuem funções distintas: enquanto a melatonina regula o ritmo circadiano, o magnésio atua no relaxamento muscular e nervoso
Magnésio ou melatonina para dormir? Entenda as diferenças entre os suplementos, os efeitos no organismo, os riscos da automedicação e o que diz a ciência (Foto Arquivo)
Dormir mal leva muitas pessoas a buscar alternativas para pegar no sono, popularizando o uso de suplementos de melatonina e magnésio. Embora apareçam juntos em recomendações de descanso, eles desempenham papéis completamente diferentes no organismo.
A melatonina é um hormônio diretamente relacionado ao ritmo circadiano — o mecanismo interno que regula o sono e a vigília, cuja produção aumenta no escuro.
Já o magnésio é um nutriente essencial para a atividade nervosa e muscular, associado indiretamente ao relaxamento.
Diferenças e Eficácia para o Sono
Melatonina: Conta com décadas de pesquisa e eficácia comprovada em situações específicas, como o jet lag (alteração por viagens). No entanto, sua utilidade para a insônia comum é menos clara, podendo causar efeitos colaterais como sonolência diurna, dores de cabeça, tontura e sonhos vívidos;
Magnésio: Os estudos sobre seu efeito no descanso ainda são limitados. Pesquisas apontam melhorias modestas com o uso de glicinato de magnésio, atuando de forma indireta ao influenciar neurotransmissores como o GABA (que reduz a atividade do sistema nervoso).
Cuidados com a Escolha e Alerta Médico
Existem diferentes formas do mineral: o citrato e o óxido podem causar desconfortos digestivos, enquanto o glicinato e o L-treonato costumam ser preferidos para evitar esses efeitos.
Especialistas alertam que recorrer a suplementos por conta própria pode mascarar causas de problemas persistentes. Distúrbios como a insônia crônica e a apneia do sono exigem avaliação e diagnóstico médico adequado.