Especialista avalia que reajustes tarifários nas grandes distribuidoras de energia vão anular efeito da mudança da bandeira de cobrança
O fim da bandeira tarifária escassez hídrica — que vai acontecer no dia 16 de abril — não deve causar uma diminuição na conta de luz do consumidor, na avaliação do coordenador sênior no Instituto Clima e Sociedade, Roberto Kishinami.
Em entrevista à CNN Rádio, ele disse que a redução no valor da energia “não é factível”: “A medição da conta que vai ser entregue no final desse mês e início do próximo termina de 15 a 16, essa próxima conta ainda vai conter a bandeira escassez hídrica.”
De acordo com Kishinami, o eventual alívio viria apenas no mês seguinte, mas ele fez uma ressalva: “Vamos ter reajustes tarifários nas grandes distribuidoras, o que vai acontecer é a reposição da inflação passada, que é o que se faz no reajuste. Isso vai compensar a saída da escassez hídrica.”
O especialista ainda defendeu que a bandeira mais cara durou mais do que o necessário: “A bandeira tarifária serve para antecipar o caixa em empresas de distribuição para darem conta de um custo mais alto de geração de energia, isso ocorre porque a nossa energia é fundamentalmente hidrelétrica”.