Brigas entre gatos: saiba diferenciar de uma simples brincadeira e veja como agir

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 12:30
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Brigas entre gatos são comuns em lares com mais de um felino e, muitas vezes, assustam os tutores

Saiba por que as brigas entre gatos acontecem, como prevenir conflitos em casa e o que fazer com a segurança dos felinos (Foto Freepik)

 

Conviver com mais de um gato pode trazer momentos de tensão, principalmente quando surgem brigas inesperadas.

Para muitos tutores, o conflito entre felinos é um dos episódios mais angustiantes, pois nem sempre é fácil saber como reagir sem provocar acidentes ou ferimentos.

Em geral, o comportamento agressivo está ligado a instintos naturais. Gatos são animais territoriais e, mesmo domesticados, mantêm impulsos de defesa do espaço, competição por comida, atenção ou reprodução.

Quando um deles percebe a presença de outro no que considera seu território, pode reagir com miados intensos, bufadas, marcação de urina ou ataques físicos.

Entender as causas ajuda a evitar conflitos

As brigas nem sempre indicam falta de adaptação definitiva entre os animais. Em muitos casos, estão relacionadas a fatores como estresse, dor, disputa por recursos ou introdução inadequada de um novo gato no ambiente.

A chegada de um novo felino, por exemplo, costuma ser um dos principais gatilhos. Ambos tentam estabelecer hierarquia e podem reagir com agressividade. Por isso, a adaptação deve ser gradual e cuidadosa, respeitando o tempo de cada animal.

O ideal é que cada gato tenha seu próprio espaço, com comedouro, caixa de areia e locais de descanso separados. O contato visual pode ser permitido antes do contato físico, sempre com supervisão.

Forçar a aproximação tende a aumentar a tensão e gerar confrontos.

Socialização exige paciência e ambiente seguro

Durante o período de adaptação, é importante garantir que cada gato tenha locais de refúgio, como prateleiras altas ou esconderijos. Esses espaços ajudam a reduzir o estresse e permitem que o animal se afaste em situações de ameaça.

Manter os gatos separados quando o tutor estiver fora de casa também é recomendado até que a convivência esteja estabilizada. Além disso, oferecer atenção e carinho de forma equilibrada evita disputas por ciúmes.

A paciência do tutor é essencial. Nos primeiros encontros, é normal que os gatos se encarem, rosnem ou evitem contato. Com o tempo e a convivência gradual, a tendência é que se acostumem com a presença um do outro.

Brincadeira ou briga de verdade?

Uma dúvida comum é saber quando intervir. Nem todo confronto é agressão real. Muitas vezes, trata-se apenas de brincadeiras mais intensas.

Na brincadeira, os gatos se alternam nos ataques, correm, dão tapas leves e mordidas suaves. O pelo permanece baixo, não há vocalizações intensas e, ao final, ambos se acalmam rapidamente.

Já em uma briga real, surgem miados agudos, bufadas e postura corporal defensiva. O pelo fica eriçado, as orelhas voltadas para trás e os ataques são rápidos e intensos. Após o confronto, os animais tendem a se esconder ou evitar certos espaços da casa.

Como agir durante uma briga

Ao presenciar uma agressão real, o tutor deve evitar entrar no meio dos gatos com as mãos. A tentativa de separá-los fisicamente pode resultar em arranhões e mordidas.

A primeira estratégia é usar sons fortes, como palmas, assobios ou um comando firme, para interromper o confronto. Caso não funcione, um borrifador com água pode ajudar a dispersar os animais.

Depois de separados, o ideal é mantê-los em ambientes distintos até que a tensão diminua. Punições físicas não são recomendadas, pois aumentam o estresse e podem intensificar o comportamento agressivo.

Quando a situação estiver mais tranquila, o uso de voz suave e recompensas pode ajudar na reconciliação e reduzir novos conflitos. Com manejo adequado e paciência, a convivência entre gatos tende a se tornar mais harmoniosa.

Fonte: O Globo


+ Pets