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Brasil tem 12 indicações geográficas de qualidade do café, inclusive da Alta Mogiana

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 28 de maio de 2021 às 13:00
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Maior produtor de café do mundo, país comemora uma produção de 3,7 milhões de toneladas do produto somente em 2020

Maior produtor de café do mundo, país comemora uma produção de 3,7 milhões de toneladas do produto somente em 2020

O Brasil conquistou mais uma Indicação Geográfica cafeeira. Desta vez, o estado do Espírito Santo, maior produtor de café Conilon do Brasil, foi reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como indicação de procedência.

Essa é a 12ª indicação geográfica de café, que tem na lista também o café da Alta Mogiana e dos vizinhos municípios do Triângulo Mineiro.

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e o segundo maior consumidor do grão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Somente em 2020, o Brasil produziu 63,1 milhões de sacas, o equivalente a 3,7 milhões de toneladas de café, incluindo o arábica e o Conilon.

As exportações de café também apresentam números animadores. No 1º trimestre deste ano, mais de 11 milhões de sacas foram embarcadas.

De acordo com o Conselho de Exportadores de Café (Cecafe), o crescimento é de 10,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Os cafés que possuem indicação geográfica impulsionam o mercado de exportação: cerca de 14% de todo o café internacionalizado no trimestre possui registro de denominação de origem ou indicação de procedência.

A analista de competitividade do Sebrae Carmen Sousa explica que os números são resultados de esforços de toda a cadeia produtiva cafeeira, assim como o de instituições que apoiam as indicações geográficas.

“O reconhecimento de uma indicação geográfica traz vantagens para diversos elos da cadeia produtiva, do produtor ao consumidor, e também para a economia da região e do país. Um dos primeiros efeitos da IG é a agregação de valor ao produto e o aumento de renda ao produtor”, explica Carmen.

Do ponto de vista econômico, permite o acesso a novos mercados internos e exportação; enquanto como benefícios sociais e culturais está a inserção de produtores ou de regiões desfavorecidas.

Já entre as vantagens ambientais, estão a preservação da biodiversidade e dos recursos genéticos locais e a preservação do meio ambiente, promovendo a união do território, produtos e pessoas.

Em 2020, mesmo com a pandemia, o setor investiu em tecnologia e superou as expectativas com uma safra gigantesca.

“Vemos um crescimento não só da produção, mas do consumo destes cafés. Isso acontece porque aumenta a procura por produtos de origem e então surgem os nichos de mercados, devido às mudanças de percepção e de comportamento destes consumidores em relação aos produtos tradicionais”, acrescenta Carmen.

Cenário das IG

Experimentar cafés certificados, especiais, com denominações de origem, história e práticas sustentáveis, é uma tendência crescente, sobretudo porque os produtos com IG apresentam características diferenciadas que podem ser atribuídas à sua origem geográfica, resultado de fatores naturais e humanos.

O Brasil possui 78 indicações geográficas de diversos produtos, tais como queijos, vinhos, couro, panelas de barro, camarões, cachaças, mel, biscoitos, rendas, goiaba, erva mate, entre outros. Proporcionalmente, o café é o produto que mais possui IGs registradas.

A analista de inovação do Sebrae Raquel Minas acrescenta que a instituição atua em parceria com produtores e instituições locais para incentivar a estruturação e ao fortalecimento de indicações geográficas, promovendo e protegendo as regiões produtoras.

“Os benefícios de se ter uma IG reconhecida são diversos e o impacto deles varia de acordo com a região. Podemos citar o reforço do trabalho coletivo que impulsiona a produção local, o padrão de qualidade dos produtos que aumenta o valor agregado”, corrobora Raquel.


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