A Câmara Municipal de Franca realizou na manhã de segunda-feira (17), uma audiência pública para discutir o funcionamento, implantação e o cronograma de expansão do Hospital Estadual de Franca.
O encontro reuniu os vereadores Gilson Pelizaro (PT), Fransérgio Garcia (PL), Marcelo Tidy (MDB), Zezinho Cabeleireiro (PSD), Donizete da Farmácia (MDB), Leandro O Patriota (PL), a Secretária Municipal de Saúde Waléria Mascarenhas, o diretor da DRS VIII Ricardo Bessa, Dr. Danilo Arruda de Souza, profissionais da saúde e integrantes da sociedade civil.
A audiência teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre o funcionamento da unidade, a abertura gradual de leitos e serviços e os impactos esperados na rede municipal de saúde, especialmente no atendimento de pacientes que atualmente permanecem nas unidades de pronto atendimento aguardando transferência.
O que diz o diretor regional de Saúde
Durante a reunião, o médico e diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS VIII), Ricardo Bessa, apresentou um balanço dos primeiros meses de funcionamento do hospital e explicou o cronograma previsto para a ampliação da estrutura.
Segundo os dados apresentados, o Hospital Estadual de Franca contava com 96 leitos ativos em 14 de agosto. A previsão é alcançar 102 leitos até o final de agosto e chegar a 136 leitos em setembro.
“O funcionamento do hospital é o melhor possível. O hospital vai muito bem, está acelerado, de acordo com o faseamento que a gente explicou. Ele está antecipando, mas está antecipando com segurança, com qualidade, com eficiência”, afirmou Ricardo Bessa.
Expansão gradual
O diretor do DRS VIII também destacou que a unidade já iniciou o funcionamento de ambulatórios e a implantação de exames, além da previsão de ampliação do centro cirúrgico.
“Está prestando um excelente serviço para as pessoas que lá estão internadas. Já abriu os ambulatórios, está abrindo os exames subsidiários”, explicou.
A expansão da estrutura seguirá de forma gradual. A previsão apresentada durante a audiência é que o hospital alcance 205 leitos entre dezembro deste ano e maio de 2027. Na etapa final, a unidade deverá chegar aos 225 leitos previstos para sua capacidade total.
Cronograma de abertura de leitos
Durante a audiência, o vereador Gilson Pelizaro (PT) destacou que a iniciativa teve justamente o objetivo de reunir os agentes envolvidos no funcionamento da saúde pública e esclarecer dúvidas sobre o papel de cada setor.
“Faltavam informações a respeito de como ia ser o funcionamento do hospital. Eu peguei os agentes que estão envolvidos, desde quem tem gente aguardando na UPA, que é a Prefeitura, responsável pelo primeiro atendimento e pela abertura de vagas, até o responsável da DRS, que é o doutor Ricardo Bessa, que é o contratante de quem está administrando o hospital, e a FAEPA, que é quem opera, quem está na ponta” disse.
Para Gilson, a presença dos diferentes responsáveis permitiu ampliar a transparência sobre o processo de implantação. “Então é uma maneira de tirar todas as dúvidas e trazer os esclarecimentos necessários a respeito do funcionamento.”
O vereador também avaliou que a audiência permitiu apresentar à população o cronograma de expansão da unidade e reforçar o papel da Câmara na fiscalização.
Conhecimento da população
“É extremamente importante o poder público, a Câmara dos vereadores, trazer o debate aqui para a Câmara Municipal, mostrar para a população esse cronograma” acrescentou.
Gilson ainda defendeu o acompanhamento contínuo do funcionamento do hospital e dos resultados apresentados.
Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Fransérgio Garcia (PL), a audiência foi importante para esclarecer o cronograma de implantação e permitir que o Legislativo acompanhe de forma mais próxima o funcionamento do hospital.
“Foi muito importante o doutor Ricardo Bessa esclarecer o cronograma do hospital, de abertura de leitos, em quais tempos. Não tem como disponibilizar 225 leitos de uma vez. Existe um cronograma que está sendo cumprido”, afirmou Fransérgio.
Participação do presidente da Câmara de Franca
O presidente também destacou a importância de reunir no mesmo espaço os diferentes setores envolvidos no atendimento à população.
“É uma maneira de tirar todas as dúvidas e trazer os esclarecimentos necessários a respeito do funcionamento. Achei que foi uma ótima audiência. Foi feita uma prestação de contas em relação ao funcionamento do hospital nos últimos meses, depois da inauguração.”
Segundo Fransérgio, o acompanhamento do cronograma deverá continuar sendo realizado pelo Legislativo.
“É uma maneira transparente de resolver as questões e a gente poder acompanhar no dia a dia, continuar fiscalizando e conversando com quem tem responsabilidade e pode trazer informações precisas para nós.”
Cronograma de ampliação
Outra etapa destacada durante a audiência foi a ampliação dos serviços oferecidos pelo Hospital Estadual. De acordo com Ricardo Bessa, novas salas do centro cirúrgico deverão entrar em funcionamento em setembro.
“Agora, em setembro, vai abrir centro cirúrgico, outras salas de centro cirúrgico, vai estar habilitado para atender os pacientes que vêm encaminhados para cirurgia.”
A ampliação dos serviços é apontada como uma das medidas que poderão contribuir para reduzir a pressão sobre a rede municipal de urgência e emergência.
A expectativa é que pacientes atendidos nas UPAs e que necessitem de internação possam ser transferidos para o ambiente hospitalar de acordo com a gravidade de cada caso e a disponibilidade de vagas.
Fluxo de atendimento
A secretária municipal de Saúde, Waléria Mascarenhas, destacou a importância da integração entre o município e o Hospital Estadual para melhorar o fluxo de atendimento.
A ampliação da estrutura estadual deverá permitir que pacientes que hoje permanecem nas unidades de pronto atendimento aguardando transferência possam ser encaminhados mais rapidamente para um ambiente hospitalar, conforme a criticidade de cada caso.
A avaliação apresentada durante a audiência é de que o funcionamento progressivo do hospital terá impacto direto sobre a rede municipal, principalmente à medida que novos leitos e serviços forem disponibilizados.
Números
Durante o encontro, o vereador Marcelo Tidy (MDB) afirmou que aproximadamente 10 mil pessoas aguardam atualmente por uma cirurgia eletiva.
“O resultado é positivo. Trouxeram números interessantes. Espero que até dezembro a população de Franca seja contemplada com o serviço melhor que está sendo proposto. E também apontamos hoje que nós temos 10 mil pessoas esperando por uma cirurgia eletiva e espero que essa cirurgia, o mais rápido possível, seja zerada”, declarou.
Os vereadores Donizete da Farmácia (MDB) e Zezinho Cabeleireiro (PSD) também comentaram sobre a importância do Hospital Estadual e da necessidade de ampliação da estrutura para atendimento da demanda.
Demanda regional
A ampliação do centro cirúrgico e a abertura progressiva de novos serviços no Hospital Estadual são vistas como medidas que poderão contribuir para enfrentar essa demanda.
Ricardo Bessa reforçou que a implantação do Hospital Estadual está seguindo um planejamento por etapas e que a abertura gradual dos leitos ocorre de acordo com a capacidade operacional e a segurança necessária para o atendimento. “Ele está antecipando, mas está antecipando com segurança, com qualidade, com eficiência” disse.
O diretor também classificou o hospital como uma conquista para Franca e para a região. “O hospital de Franca é uma joia que Franca ganhou. E a região, o Hospital Regional, vai ser, no seu devido tempo, disponibilizar todos os leitos.”
Novos leitos
Ao final da audiência, os participantes reforçaram que o acompanhamento do cronograma de expansão deverá continuar nos próximos meses.
A Câmara pretende acompanhar a abertura dos novos leitos, a implantação de serviços, a ampliação do centro cirúrgico e os reflexos do Hospital Estadual sobre a rede municipal.
A audiência também serviu para aproximar a população das informações sobre o funcionamento do hospital e estabelecer um espaço permanente de acompanhamento das etapas previstas para a unidade.