Vereador Zezinho Cabeleireiro fala da carência de leitos nas unidades de Franca e pede avanço no atendimento hospitalar
O vereador Zezinho Cabeleireiro (PSD) questiona a carência de leitos hospitalares em Franca e aborda outras questões relacionadas à saúde pública.
Zezinho Cabeleireiro defende a destinação de recursos das emendas impositivas para entidades que desenvolvem trabalhos sociais e assistenciais em Franca.
Segundo o vereador, é necessário garantir que os recursos destinados pelos parlamentares efetivamente cheguem às instituições.
Ao comentar o trabalho realizado pelo Instituto de Medicina do Além (IMA), o parlamentar citou, entre outras ações, a manutenção de uma escola que atende cerca de 60 crianças e a distribuição de cestas básicas às famílias.
Emendas impositivas
“Nós, vereadores, temos mais de R$ 1,4 milhão para destinar para as entidades. Então tem que ver as entidades que são sérias, que trabalham sério, para nós podermos ajudar”, afirmou.
O vereador também relatou que nos últimos anos destinou emendas à instituição, mas que os recursos não chegaram a ser recebidos pela entidade.
“Já faz três anos que eu venho fazendo as emendas e eles não conseguiram receber”, disse.
Diante dos problemas registrados anteriormente, Zezinho destacou a iniciativa da Presidência da Câmara de promover uma orientação aos assessores sobre os procedimentos necessários para evitar erros na elaboração e tramitação das emendas.
“Parabéns pela atitude de ter uma palestra com os assessores, com o assessor do Legislativo, para não ter erro nas emendas”, afirmou.
Documentação
Ele defendeu ainda uma maior integração entre o Legislativo, o Executivo e as próprias entidades para que a documentação seja elaborada corretamente e os recursos possam ser efetivamente repassados.
Durante o pronunciamento, houve ainda uma correção sobre o cronograma para a destinação das emendas. Zezinho mencionou foi informado de que o cadastramento ocorrerá em novembro. O vereador considerou que a alteração dará mais tempo para a preparação da documentação.
Defesa do Hospital da Caridade
O vereador voltou a defender as atividades do Hospital da Caridade, instituição que, segundo ele, possui uma estrutura que poderia contribuir para ampliar a oferta de atendimento e leitos em Franca.
Zezinho lembrou que a unidade foi construída com a participação da população e sem recursos públicos, destacando o esforço da comunidade para viabilizar a estrutura.
“O mais difícil eles fizeram: um hospital que foi construído sem a ajuda de ninguém, sem verba pública, sem nada. Teve ajuda da população”, afirmou.
Ajuda da comunidade
O parlamentar recordou que, durante a construção, moradores chegaram a colaborar com materiais para a obra. “Eu via aquela estrutura toda. Muita gente às vezes levava cimento, até de bicicleta, de carriola, para poder estar ajudando. E foi uma luta”, relatou.
Para Zezinho, manter uma estrutura hospitalar sem funcionamento representa uma oportunidade perdida diante da demanda existente no sistema de saúde. “É um desperdício ver uma entidade daquele tamanho parada há muitos anos”, declarou.
O vereador também menciona a existência de outros espaços vinculados à instituição, incluindo uma piscina destinada a atividades de atendimento, que, segundo ele, também está sem funcionamento.
Ele defendeu a articulação política junto aos governos estadual e federal para buscar apoio à retomada das atividades do hospital.
“Nós já fomos até São Paulo falar com o secretário de Saúde a respeito do Hospital da Caridade. Se tiver um apoio político, eu tenho certeza que um dia lá vai funcionar”, afirmou.
Carência de leitos
Ainda na área da saúde, Zezinho Cabeleireiro relatou ter sido procurado por moradores durante a semana em busca de ajuda para conseguir vagas de internação.
O vereador citou o caso de uma família que, segundo ele, aguardava havia oito dias por uma vaga. “Essa semana foi uma semana em que muita gente me procurou para poder conseguir vaga para internar”, relatou.
Segundo o parlamentar, a demora para a transferência de pacientes tem provocado sobrecarga em unidades de pronto atendimento e pronto-socorro.
“Meu maior desejo é que as pessoas sejam atendidas imediatamente, porque as UPAs e o pronto-socorro são atendimento 24 horas”, afirmou.
Críticas
Zezinho criticou ainda situações em que pacientes permanecem por vários dias aguardando uma vaga de internação. “A pessoa, no máximo, pode ficar lá no pronto-socorro 24 horas e acaba ficando lá até 10 dias, 12 dias, aguardando a vaga para internar e não consegue”, declarou.
Para o vereador, a permanência prolongada de pacientes em unidades de pronto atendimento dificulta a realização de exames e a oferta de uma estrutura adequada para casos que necessitam de internação hospitalar.
“É muito triste. A pessoa está lá no pronto-socorro sabendo que lá não tem o atendimento adequado”, afirmou.
Hospital Estadual
Zezinho também mencionou o funcionamento do Hospital Estadual de Franca e destacou a expectativa de ampliação do número de leitos disponíveis na unidade.
Ele relatou uma conversa mantida em São Paulo com representantes da área da saúde e afirmou que, naquele momento, havia 45 leitos ocupados.
“Nós vamos ver agora, fazer uma visita lá, para ver quantos leitos já estão sendo liberados”, explicou.
Segundo o vereador, durante a reunião foi apresentada a previsão de ampliar gradualmente o funcionamento da unidade.
Zezinho defendeu que a ampliação da estrutura hospitalar ocorra com rapidez para reduzir a necessidade de transferência de pacientes para outras cidades.
“A gente pede apoio do Governo do Estado, que libere rápido pelo menos leito, para poder parar de mandar as pessoas para fora de Franca”, disse.
Atendimento após cirurgias
Ao final do pronunciamento, o vereador também sugeriu que procedimentos simples de acompanhamento após cirurgias realizadas fora do município possam, quando tecnicamente possível, ser realizados em unidades de saúde de Franca.
Ele citou como exemplo a retirada de pontos após uma cirurgia realizada em outra cidade.
“Eu acho que poderia muito bem, onde foi feita a cirurgia, mesmo sendo fora, pelo menos para tirar ponto, tirar aqui nas UBS. Não precisa a pessoa ficar viajando”, afirmou.
Zezinho encerrou a fala reforçando a necessidade de ampliar a oferta de leitos e melhorar o fluxo de atendimento para que pacientes tenham acesso mais rápido aos serviços de saúde.