Sequestro da amígdala: como seu cérebro pode te fazer sabotar suas dietas

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 9 de julho de 2025 às 22:00
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Amígdala cerebral pode desencadear comportamentos impulsivos, que podem chegar ao nível de uma compulsão alimentar

A amígdala cerebral pode ser um grande inimigo para quem quer emagrecer – foto Arquivo

 

A amígdala cerebral pode ser um grande inimigo para quem quer — ou precisa — mudar sua alimentação e adotar uma nova dieta.

Essa parte do cérebro é uma estrutura relacionada ao medo e às emoções intensas que, quando assume o controle do comportamento, pode levar a uma autossabotagem.

O fenômeno, chamado de “sequestro da amígdala”, foi popularizado pelo livro “Inteligência Emocional”, do psicólogo norte-americano Daniel Goleman, e diz respeito a uma reação automática e natural do cérebro.

Em situações vistas como ameaçadoras ou estressantes, a amígdala cerebral manda sinais de alerta que passam por cima do pensamento racional, que é responsabilidade do neocórtex.

Assim, são desencadeados comportamentos impulsivos que vão desde ataques sutis de raiva a episódios de compulsão alimentar.

“Quando a amígdala sequestra o cérebro, é como se a pessoa perdesse momentaneamente a capacidade de refletir sobre suas escolhas”, explica Alan Martins, especialista em neurociência da Wefit.

“Isso contribui para decisões imediatistas, como recorrer a alimentos altamente calóricos que proporcionam alívio emocional rápido.”

A atividade da amígdala cerebral é intensificada justamente pelo estresse crônico e a sobrecarga emocional, segundo a revista Frontiers in Psychology, e está diretamente ligada a padrões alimentares desordenados.

Martins, portanto, defende que compreender esse processo é essencial para desenvolver estratégias eficazes de emagrecimento, sobretudo em dietas restritivas ou no caso de mudanças bruscas de rotina, que são justamente quando o cérebro vai ver a situação como ameaça.

O segredo para o especialista em neurociência é adorar técnicas de regulação emocional, como exercícios de respiração consciente, pausas programadas e atenção plena (mindfullness), que pode ajudar a controlar a mente e diminuir a incidência dos sequestros de amígdalas.

“A chave é treinar o cérebro para tolerar pequenas doses de desconforto sem acionar respostas automáticas. Quando a pessoa aprende a reconhecer sinais de tensão e consegue criar espaço entre o impulso e a ação, o sequestro perde força”, destaca Martins.

Fonte: CNN


+ Boa Forma