Seu filho acorda assustado? Entenda o que é terror noturno e como agir

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 4 de junho de 2026 às 21:00
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Psicanalista explica como diferenciar os episódios de pesadelo e terror noturno e qual a melhor forma de proteger os pequenos

Seu filho acorda assustado, gritando ou chorando? Entenda as diferenças entre pesadelo e terror noturno e saiba a forma correta de acolher a criança em cada situação (foto Freepik)

 

O choro ou o grito no meio da noite é um dos momentos que mais geram insegurança nos pais. No entanto, acordar assustado é um processo comum no desenvolvimento infantil, especialmente entre os 2 e 8 anos.

A grande dúvida na hora do acolhimento é saber se a criança teve um pesadelo comum ou se está passando por um episódio de terror noturno — situações que exigem atitudes diferentes dos responsáveis.

Segundo a psicanalista Yafit Laniado, o pesadelo funciona como uma ferramenta do cérebro para organizar emoções e frustrações vividas durante o dia.

Nele, a criança desperta totalmente, reconhece os pais, busca colo e, muitas vezes, consegue relatar o que sonhou. “Quando a criança encontra acolhimento, ela aprende que sentiu medo, mas que está segura”, explica a especialista.

Terror Noturno: O fenômeno da Parassonia

Diferente do pesadelo, o terror noturno costuma ocorrer nas primeiras horas do sono profundo e assusta mais os pais do que os pequenos. Nele, a criança pode gritar, sentar-se na cama e parecer apavorada, mas — o detalhe crucial — ela não está acordada.

Confira as principais diferenças:

No Pesadelo: A criança acorda, pede colo, lembra do sonho e geralmente ocorre no final da madrugada (sono REM).

No Terror Noturno: A criança parece “fora de si”, não reconhece os pais, pode estar de olhos abertos mas sem foco, e não se lembra de nada no dia seguinte. Geralmente ocorre logo após o início do sono.

Como os pais devem agir?

A forma de intervir muda completamente conforme o caso. No pesadelo, o ideal é o acolhimento físico e verbal, transmitindo segurança até que a criança volte a dormir.

Já no terror noturno, a orientação é não acordar a criança à força. Tentar despertá-la pode aumentar a agitação e a desorganização do episódio.

O indicado é manter a calma, garantir a segurança física (para que ela não caia da cama, por exemplo), reduzir os estímulos sonoros e esperar o episódio passar espontaneamente.

Medo como amadurecimento

A psicanálise defende que nem todo medo é traumático. Aprender a lidar com esses desconfortos noturnos ajuda a criança a desenvolver a autorregulação emocional.

Fatores como mudanças na rotina, excesso de telas ou conflitos familiares podem influenciar a qualidade do sono, mas se os episódios forem frequentes, a recomendação é buscar orientação de um pediatra ou especialista em sono.

Fonte: Alto Astral


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