Chupeta e mamadeira: até que idade não prejudicam os dentes das crianças?

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 20 de maio de 2026 às 21:00
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Especialista explica os impactos dos hábitos prolongados e como fazer a retirada sem traumas

Uma das principais dúvidas dos pais é até quando deixar os filhos usarem chupeta e mamadeira (Foto Arquivo)

 

O uso de chupeta e mamadeira é comum nos primeiros anos de vida e pode cumprir funções importantes, como acalmar o bebê e conforto as crianças maiores.

No entanto, quando esses hábitos se prolongam além do período recomendado, podem trazer prejuízos ao desenvolvimento da arcada dentária e das estruturas faciais.

Uma das principais dúvidas dos pais é até quando esses hábitos são considerados seguros. Vale destacar que a introdução da chupeta não é considerada necessária do ponto de vista da saúde, sendo uma decisão familiar.

De acordo com especialistas em odontopediatria, incluindo recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry e da World Health Organization, o ideal é que a chupeta seja retirada até, no máximo, os 2 anos de idade.

Já a mamadeira deve ser desestimulada gradualmente nesse mesmo período, dando lugar ao uso de copos.

Perigos do uso prolongado

Segundo a coordenadora de Odontologia da Faculdade Anhanguera, Dra. Cristina Pedro, “o uso prolongado pode interferir na posição dos dentes e no desenvolvimento da face, favorecendo problemas como mordida aberta, desalinhamentos e até alterações no padrão respiratório”.

Entre os principais sinais de alerta estão:

– Alterações na forma como a criança fecha a boca;
– Dificuldade na mastigação;
– Mudanças na fala;
– Respiração oral predominante.

Quando a remoção desses hábitos ocorre tardiamente (após os 3–4 anos), pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar, incluindo odontopediatria e psicologia.

Em alguns casos, são indicados aparelhos ortodônticos neurocompatíveis para auxiliar na remoção e correção.

Como retirar chupeta e mamadeira sem traumas

A abordagem deve respeitar a faixa etária e o contexto familiar. Confira orientações práticas:

Faça a retirada gradual: reduza o uso aos poucos, começando por momentos específicos, como antes de dormir;

Ofereça alternativas: introduza copos de transição adequados à idade;

Converse com a criança: utilize linguagem simples e acolhedora (especialmente após os 2 anos);

Busque orientação profissional: o acompanhamento com odontopediatra ajuda a monitorar impactos e orientar a família com intervenção específicas como o uso de aparelhos neurocompatíveis e atuação conjunta com a psicóloga devido ao apego emocional para contemplar a criança e o núcleo familiar.

A retirada no momento adequado não só favorece a saúde bucal, mas também contribui para o desenvolvimento correto da fala, mastigação e respiração.

Fonte: Notícias ao Minuto

 


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