Quase 60% dos prefeitos em Minas Gerais buscam novo mandato

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 3 de outubro de 2020 às 12:42
  • Modificado em 29 de outubro de 2020 às 23:47
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Número é abaixo da média que aponta 77% de chefes de Executivo municipal tentando reeleição

Das 853 cidades mineiras, 505 terão prefeitos tentando novo mandato na eleição deste ano, marcada novembro – isso corresponde a 59,2% do território estadual. Os dados compõem estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), é um dos que buscam mais quatro anos no comando do Executivo municipal. Em Contagem, na região metropolitana da capital, por outro lado, Alex de Freitas (sem partido) vai deixar o cargo após o mandato inicial.

Minas está abaixo da média nacional

Os números relativos à reeleição em Continua depois da publicidade
Minas estão abaixo da média brasileira. O país tem 4.398 prefeitos aptos a uma nova ida às urnas. Quase 4 mil deles (3.383) tentarão renovar a confiança junto aos eleitores. O número corresponde a 76,9% dos que possuem o direito.

O percentual deste ano é superior ao das duas últimas eleições municipais. Quatro anos atrás, 59,34% dos prefeitos brasileiros com prerrogativa de reeleição usufruiram do mecanismo.

Em 2012, eles foram 69,74% — no grupo, estava Márcio Lacerda, que venceu a disputa em Belo Horizonte pelo PSB.

De 2000 para cá, o maior índice de tentativas de reeleição foi registrado em 2008, quando 80,1% dos prefeitos foram às

Continua depois da publicidade urnas atrás de novo ciclo de quatro anos.

O estado com os números mais elevados é o Amapá. Dos 16 municípios, 14 têm prefeitos aptos à reeleição. Apenas um deles não irá concorrer.

Histórico

Após a redemocratização do país, as reeleições passaram a ser permitidas em 1998, no pleito que manteve Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no Palácio do Planalto.

Em Belo Horizonte, todos os prefeitos que ocuparam o prédio da Afonso Pena conseguiram se reeleger desde então.

Em 2000, foi a vez de Célio de Castro. Quatro anos depois, o vice, Fernando Pimentel (PT) – que havia assumido o cargo após a morte de Célio – venceu o pleito. Oito anos mais tarde, Lacerda triunfou.