Papa Francisco oferece testes para Covid-19 aos pobres no Vaticano

  • Salvador Netto
  • Publicado em 12 de novembro de 2020 às 19:32
  • Modificado em 11 de janeiro de 2021 às 08:11
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Os testes são oferecidos em uma clínica perto da Praça de São Pedro, no Vaticano, que o Papa fundou há anos

Papa Francisco participa de audiência transmitida pela TV, no Vaticano

O Papa Francisco está oferecendo testes gratuitos para Covid-19 para os pobres e desabrigados em Roma como parte das atividades do Dia Mundial dos Pobres da Igreja Católica, disse o Vaticano nesta quinta-feira.

Os testes são oferecidos em uma clínica perto da Praça de São Pedro, no Vaticano, que o Papa fundou há anos para fornecer cuidados médicos básicos aos desabrigados, alguns dos quais vivem nas ruas vizinhas à Santa Sé.

A Itália ultrapassou a marca de um milhão de infecções na quarta-feira, ultrapassando o México e se tornando um dos 10 países mais afetados globalmente, de acordo com uma contagem da agência Reuters.

O arcebispo Rino Fisichella disse à imprensa que cerca de 50 testes de coronavírus estão sendo realizados por dia e que a iniciativa continuará indefinidamente. Aqueles com teste negativo recebem um certificado para entrar em um abrigo, e aqueles com teste positivo recebem tratamento adicional.

Muitos dos sem-teto da Itália são estrangeiros que não têm um médico de família no sistema nacional de saúde, e os italianos que ficaram desabrigados devido a dificuldades financeiras muitas vezes se sentem envergonhados de voltar aos médicos de família.

O Papa instituiu o Dia Mundial dos Pobres, comemorado no domingo, há quatro anos para chamar a atenção para os necessitados, especialmente nos países desenvolvidos.

Nos últimos anos, ele celebrou missa para milhares de pobres na Basílica de São Pedro e depois convidou 1.500 sem-teto para almoçar em um auditório do Vaticano.

Devido às restrições do coronavírus, apenas 100 pessoas pobres poderão assistir à missa na basílica e cerca de 5.000 pacotes de alimentos serão entregues a famílias pobres, incluindo 2,5 toneladas de massa doadas por uma empresa italiana de alimentos.

As informações são da agência “Reuters” e do jornal “Extra”, do Rio de Janeiro.