Infarto durante o treino? Saiba reconhecer os sinais e como agir a tempo

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 9 de abril de 2026 às 19:30
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Cardiologistas explicam os principais sintomas de alerta durante a atividade física, como diferenciar sinais do corpo e quais atitudes tomar em caso de emergência

Especialistas alertam para sintomas durante o treino que vão além do cansaço comum e exigem ação rápida (Foto Freepik)

 

Praticar atividade física é essencial para manter a saúde em dia, mas nem todo desconforto durante o treino deve ser ignorado. Em alguns casos, sinais que parecem comuns podem indicar algo mais grave, como um infarto.

Saber diferenciar o cansaço esperado de sintomas de alerta pode ser decisivo para evitar complicações e garantir atendimento rápido.

Para esclarecer esses pontos, especialistas em cardiologia explicam quais sinais merecem atenção e como agir diante de uma possível emergência.

Sintomas podem surgir de forma silenciosa

De acordo com Vitor Bruno Teixeira de Holanda, o sinal mais clássico de infarto é a dor no peito em forma de aperto, que pode surgir até mesmo após o esforço físico.

Já Thaíssa Monteiro alerta que, durante exercícios, os sintomas podem ser mais sutis e facilmente confundidos com desgaste normal.

Entre os principais sinais de alerta estão:

• Falta de ar desproporcional ao esforço
• Tontura intensa ou sensação de desmaio
• Suor frio excessivo
• Náusea ou vômito súbitos
• Cansaço extremo fora do padrão
• Sensação de queimação no peito
• Dor que irradia para ombros ou mandíbula

Segundo a especialista, o principal alerta é quando esses sintomas surgem de forma súbita, intensa ou diferente do habitual.

Dor muscular e dor cardíaca não são iguais

Embora possam gerar dúvida, existem diferenças entre dor muscular e dor relacionada ao coração.

Segundo Vitor, dores musculares costumam piorar quando há pressão no local ou mudança de posição. Já a dor cardíaca não melhora ao apertar a região ou ao mudar de postura.

Thaíssa reforça uma dica prática: se a dor não se altera ao toque, é um sinal de atenção e deve ser investigado.

Suspeita exige ida imediata ao hospital

Diante da suspeita de infarto, a orientação é direta: procurar atendimento médico imediatamente.

A recomendação é não tentar “esperar passar” nem adiar a ida ao hospital. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações.

Os especialistas reforçam que, na dúvida, o melhor caminho é tratar a situação como emergência.

Ambientes de treino também devem estar preparados

Outro ponto importante é a estrutura dos locais de atividade física.

Academias e espaços esportivos devem contar com profissionais capacitados para lidar com emergências e, sempre que possível, dispor de desfibrilador automático externo (DEA) em local acessível.

Essa preparação pode fazer diferença em situações críticas.

Retorno aos exercícios deve ser gradual

Após um infarto, a prática de atividade física pode ser retomada, mas com acompanhamento médico e de forma progressiva.

Segundo os especialistas, em alguns casos a reabilitação começa ainda no ambiente hospitalar, poucas horas após o tratamento.

A retomada deve priorizar atividades leves, com controle da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Mudança de hábitos é parte do tratamento

Além da prática orientada de exercícios, manter hábitos saudáveis é essencial para evitar novos episódios.

Alimentação equilibrada, controle do estresse, sono de qualidade e abandono do tabagismo fazem parte do cuidado contínuo com o coração.

No fim das contas, o recado é simples: treino é saúde — mas ignorar sinais do corpo pode custar caro.

Fonte: GShow


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