​Empresário enfrenta crise produzindo máscaras para todas as áreas de proteção

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 16 de abril de 2020 às 11:45
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:36
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Empresário chega a produzir 4 mil máscaras por dia e espera chegar a 10 mil em poucas semanas

O empresário francano, Renato Chavier, encontrou uma forma criativa de enfrentar a crise gerada pela pandemia do Covid-19. 

Há cerca de 20 anos no mercado, sempre voltou a produção para descartáveis plásticos (embalagens para bombons, casquinhas de sorvete, suporte para chinelos tipo exportação, calcanheiras, chupetas e acessórios de celular, entre outros.

Chegou a produzir quase 2 milhões de unidades em um mês.

Com a crise econômica global dos últimos meses, viu sua produção despencar. 

A falta de perspectiva, porém, deu lugar ao empreendedorismo e a vontade de ajudar os profissionais que estão na linha de frente do trabalho, em atividades essenciais e que não podem parar. 

Foi assim que, a partir do pedido de uma prima, que é médica, montou uma máscara escudo facial simples, que foi aperfeiçoada e está atraindo a atenção de profissionais de todo o país.

Hoje chega a produzir 4 mil máscaras por dia e espera chegar a 10 mil em poucas semanas.

A parte da frente, transparente, é feita em PET e a cinta é de um não-tecido em PVC expandido, o que coloca o produto dentro das normas de higienização previstas pelos órgãos de controle sanitário. 

Com isso, o material pode ser inserido em qualquer local, desde açougues, caixas de supermercados e lojas até em clínicas odontológicas e médicas ou hospitais, inclusive em centros cirúrgicos. 

Renato destaca que o produto tem recebido ampla aceitação de profissionais da saúde por ser um equipamento simples e objetivo, que cumpre a função essencial de segurar a barreira de gotículas e aerosol, além de que é considerada confortável e muito leve (cerca de 40g).

“A Anvisa lançou uma resolução, em março, que por 180 dias autoriza a produção de EPIs – equipamentos de proteção individual por empresas que estejam em condições, sem a devida licença”. 

“De modo que estamos perfeitamente adequados, além de que temos observado todas as normas de higienização, inclusive com orientação de profissionais da área de saúde”, explica Renato.

Ele vê o atual cenário econômico com certa preocupação, “mas acreditamos que tão logo seja superada essa pandemia, o mercado brasileiro, pujante e dinâmico como é, superará muito rapidamente esta situação”.

Veja mais:

ÊNE & A Embalagens Ltda

Rua Jerônimo Teodoro de Souza, 3785, Jardim Guanabara, Franca / SP.


+ Economia