Conhecido como onicofagia, o hábito de roer as unhas vai muito além de uma questão estética e pode trazer sérios riscos para a saúde física e mental
Costuma roer as unhas? Conheça 6 consequências da onicofagia que afetam os dentes, a digestão, a respiração e a mente (Foto Arquivo)
Manter uma rotina saudável não envolve apenas cuidar da alimentação e praticar exercícios, mas também prestar atenção em pequenos gestos automáticos do dia a dia. Entre eles, roer as unhas — comportamento clinicamente conhecido como onicofagia — é um hábito bastante comum, mas altamente prejudicial ao organismo.
Segundo dados da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI), o problema atinge cerca de 30% das crianças, 45% dos adolescentes e 10% dos adultos com mais de 35 anos.
Especialistas alertam que a prática danifica os dedos, prejudica os dentes, compromete a digestão, o sistema respiratório e até o bem-estar psicológico.
6 Consequências de Roer as Unhas para a Saúde
1. Infecções locais: O ato de roer machuca a pele ao redor e abre portas para a entrada de bactérias e fungos, aumentando o risco de inflamações e infecções nos dedos;
2. Problemas dentários: O atrito constante pode desgastar o esmalte dos dentes, provocar desalinhamentos e prejudicar a estrutura da arcada dentária;
3. Complicações digestivas: As mãos acumulam grande quantidade de micro-organismos que, ao serem ingeridos involuntariamente, afetam o sistema gastrointestinal;
4. Riscos respiratórios: Bactérias e impurezas presentes debaixo das unhas podem atingir o trato respiratório, elevando a incidência de infecções como faringite e amigdalite;
5. Impacto psicológico: Estudos indicam que o hábito costuma funcionar como um mecanismo automático de resposta a quadros de estresse, tédio ou frustração;
6. Associação com transtornos: Em casos mais intensos, a onicofagia pode estar ligada a transtornos de ansiedade ou ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), tornando recomendável o acompanhamento profissional.