Alexandre tem até o dia 31 para prorrogar ou encerrar calamidade pública em Franca

  • Marcia Souza
  • Publicado em 21 de dezembro de 2021 às 14:00
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Embora a situação sanitária de Franca esteja controlada atualmente, decreto dá mais flexibilização fiscal

Embora a situação sanitária de Franca esteja controlada atualmente, decreto dá mais flexibilização fiscal

O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, terá até o dia 31 para avaliar se decretará, ou não, mais um ano de calamidade pública em razão da pandemia. A solicitação tem que ser feita à Assembleia Legislativa paulista.

Se optar pela continuidade, a Prefeitura de Franca terá que enviar a documentação via e-mail, para ser analisada pelos deputados estaduais.

Neste ano, por meio do Decreto Legislativo 2.502/2021, a Assembleia decidiu reconhecer, de forma coletiva, os decretos de calamidade pública adotados pelos municípios paulistas em razão dos efeitos da pandemia causada pela coronavírus.

Flexibilização

A Assembleia Legislativa dá ciência ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) da situação dos municípios e quando o órgão fiscalizador for avaliar as contas anuais da prefeitura, saberá que aquele município decretou calamidade, justificando a flexibilidade fiscal e o descumprimento de metas orçamentárias. Até o momento, 270 municípios já encaminharam solicitação à Alesp.

Outro alerta importante aos municípios paulistas e ao governo estadual, exceto a Capital, é que eles têm o prazo até o dia 7 de janeiro de 2022 para enviar as informações de como estão empregando os recursos públicos no combate à pandemia.

Os dados, colhidos na forma de questionários aplicados pelo TCE, se referem às receitas e aos gastos realizados até 31/12/2021.

Câmara Municipal

Além de comunicar ao Parlamento, se for o caso, Alexandre deverá informar a Câmara de Franca se for o caso, sobre a abertura de créditos extraordinários por decreto, movimentações orçamentárias (transposição, remanejamento, transferência) e a utilização da reserva de contingência.

Segundo o decreto, todos os gastos e despesas decorrentes da situação calamitosa deverão ser amplamente divulgados no Portal da Transparência e as prefeituras deverão ainda promover e incentivar a participação das instâncias de controle interno e sociais, assegurando condições para o pleno exercício de suas atividades.

Para as contratações de serviços e aquisição de produtos sem licitação, as prefeituras deverão comprovar, através de documentos e justificativas técnicas e jurídicas, elementos como pesquisas de preço, urgência e necessidade.

E a contratação emergencial de pessoal deverá atender apenas à situação de calamidade pública, em concordância com leis locais. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, cerca de R$ 9,32 bilhões foram destinados pelos cofres públicos paulistas em ações para combater os efeitos da pandemia causada pela Covid-19.


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