Fim do câncer de mama? Anvisa aprova medicamento oral inédito

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 27 de junho de 2026 às 11:30
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Câncer de mama ganha novo remédio oral no Brasil. Medicamento foi aprovado para um grupo específico de pacientes

Anvisa autoriza o uso do medicamento oral Inluriyo para câncer de mama metastático com mutação ESR1. Entenda os critérios da aprovação (Foto Arquivo)

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o ingresso do Inluriyo (tosilato de inlunestranto) no mercado farmacêutico brasileiro.

O medicamento de uso oral é direcionado exclusivamente a pacientes adultos diagnosticados com câncer de mama localmente avançado ou metastático, que apresentam tumores com receptores hormonais positivos (ER+), HER2-negativos e que possuem a mutação molecular específica chamada ESR1.

A chegada deste composto representa um avanço na oncologia de precisão, oferecendo uma alternativa terapêutica em formato de comprimido para indivíduos que já passaram por terapias endócrinas anteriores e desenvolveram resistência ao tratamento convencional.

A mutação ESR1 é conhecida justamente por criar mecanismos celulares que driblam a eficácia das primeiras linhas de hormonioterapia.

Tratamento Personalizado e Rotina Hospitalar

A administração por via oral se destaca como um dos principais pontos regulamentados, permitindo que a medicação seja ingerida na residência do paciente, sob monitoramento ambulatorial periódico.

No entanto, médicos alertam que a comodidade da ingestão não anula a necessidade de exames contínuos, avaliação rigorosa do histórico clínico e controle de possíveis efeitos adversos, uma vez que a terapia opera de forma individualizada.

A aprovação do fármaco foi chancelada na modalidade de monoterapia, o que significa que o remédio pode ser prescrito de maneira isolada, sem a obrigatoriedade de associação com outras quimioterapias.

O avanço técnico reforça a tendência global de combater a progressão tumoral com base nas características genéticas específicas de cada biópsia, em vez de aplicar protocolos genéricos.

Desafios na Saúde Pública Brasileira

A novidade terapêutica surge em um cenário desafiador para a saúde pública nacional. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o Brasil deve registrar 78.610 novos diagnósticos de câncer de mama por ano no triênio entre 2026 e 2028.

Apesar do avanço científico, especialistas reforçam que o medicamento foca no controle e prolongamento da qualidade de vida na fase avançada, não significando a cura definitiva da doença.

A liberação regulatória amplia o arsenal médico disponível nos hospitais do país, mas não substitui as políticas estruturais de rastreamento precoce.

O enfrentamento eficaz do câncer de mama continua dependendo do acesso ágil a mamografias, biópsias oportunas, diagnósticos nas fases iniciais e informação de qualidade para a população.

Fonte: Já Imaginou Isso?


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