Sapato segue como um dos principais segmentos comerciais de Franca e também da indústria dos municípios da região
Após um início de ano desafiador, a indústria calçadista brasileira deve apresentar recuperação ao longo de 2026.
A projeção indica um resultado que varia entre queda de 1,2% e crescimento de até 1,4%, com estabilidade na média (0,1%), totalizando cerca de 848 milhões de pares produzidos.
O cenário econômico internacional segue incerto, impactado principalmente pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos nos custos produtivos e logísticos.
Ao mesmo tempo, o alto nível de juros nos Estados Unidos e o endividamento recorde das famílias brasileiras — que já atinge 80,2% — limitam o consumo interno, reduzindo a capacidade de compra mesmo diante do aumento da renda.
Em 2025, a produção do setor caiu 1,9%, influenciada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, pela retração do consumo na Argentina e pela queda da demanda doméstica. Os segmentos mais afetados foram os de calçados casuais e sociais, mais dependentes das exportações.
Dessa forma, 2026 tende a ser um ano de transição para a indústria calçadista, que, após um início difícil, aposta na recuperação gradual e no fortalecimento do mercado interno — responsável por 88% da produção — para sustentar a estabilidade do setor.