Jeitinho francano ou necessidade de sobrevivência: tática para funcionar no lockdown

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 4 de junho de 2021 às 12:30
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O interessante é que a atividade se organizou de tal forma, que não há aglomeração no interior dos estabelecimentos e nem fila na porta.

Depois de um grito de socorro e sugestões para que as atividades continuassem, esses pequenos empórios inovaram outra vez

O lockdown decretado pelo prefeito Alexandre Ferreira trouxe um “novo normal” para os pequenos estabelecimentos comerciais dos bairros da periferia.

Depois de um grito de socorro e sugestões para que as atividades continuassem, esses pequenos empórios e mercearias inovaram na questão de funcionando.

Constatando que a fiscalização da Vigilância Sanitária está funcionando sem olhar o tamanho e o tipo de estabelecimento, os comerciantes inovaram.

Informações que chegam de todas as regiões da cidade mostram o jeitinho encontrado por vários deles.

Clientes, que também precisam fazer compras, contam que alguns comerciantes estão trabalhando de portas fechadas. Eles colocaram “olheiros” em pontos estratégicos, que avisam sobre qualquer movimentação suspeita.

“Parece os mensageiros do tráfico”, diz um cliente que já foi ao estabelecimento.

O interessante é que a atividade se organizou de tal forma, que não há aglomeração no interior dos estabelecimentos e nem fila na porta.

“Funciona bem, tudo organizado, tudo bem orientado”, diz o cliente. Ele acrescenta que “a Prefeitura podia fazer uma aula de pós-graduação nesses locais, pois, apesar de contrariar o decreto do lockdown, as atividades não aglomeram e satisfazem comerciantes e clientes”.


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