Reunião extraordinária virtual decidiu que entidade deveria recorrer, o que foi feito nesta quinta-feira (08)
Depois que a juíza Milena de
Barros Ferreira, da 5ª Vara Cível de Franca, acatou em partes um pedido
liminar para suspensão da eleição para a FEAPAES-SP, em processo protocolado
pelo ex-deputado Marco Aurélio Ubiali, a diretoria da entidade fez uma reunião
extraordinária.
Durante a reunião, ficou decidido que a
entidade deveria recorrer da decisão da juíza, baseado no fato de que o pedido de
Ubiali foi político e nada teve a ver com a preocupação de aglomeração na
pandemia.
A eleição estava marcada para o dia 8 de
outubro, em Bauru. Diante da decisão judicial, a entidade se movimenta para cassar a liminar e realizar o pleito.
No documento em que contesta Ubiali, a entidade diz que Marco
Aurélio Ubiali transformou um movimento social em política, querendo levar uma
discussão essencialmente técnica para o chamado tapetão.
No pedido de suspensão da eleição, Ubiali alega
preocupação com a aglomeração de pessoas, muitas das quais no grupo de risco,
já que a eleição é presencial.
O que se observa é que Ubiali pisou num campo
minado e, mesmo que a eleição seja adiada, ele criou arestas e dificilmente terá
como unir a entidade em torno dele e em torno de objetivos comuns, que é a luta
pela defesa das pessoas com deficiência.
A defesa da FEAPAES-SP diz que o médico Ubiali foi contraditório em sua justificativa para adiar a eleição e ao
mesmo tempo transformá-la em virtual.
Na essência, a entidade pergunta por que ele não fez a mesma coisa com relação
às eleições municipais deste ano. Podia pedir uma liminar nacional e suspender
ou adiar o pleito. O médico é candidato
a vereador em Franca.
Segundo o documento da entidade e diretores de APAES espalhadas por todo o Estado de São Paulo, enquanto a eleição
da FEAPAES-SP vai reunir no máximo 300 pessoas no dia da votação, no dia das
eleições municipais cada uma das sessões eleitorais terá de 500 a 600 eleitores.
A entidade argumenta que Ubiali deveria se
preocupar com a saúde do povo brasileiro. Os comentários foram contundentes em
direção ao antigo dirigente da FEAPAES-SP.
Outro comentário foi de que o médico se
distanciou do movimento apaeano há muito tempo, desde que se preocupou com sua
carreira política.
A questão ainda vai render, mas o campo minado
de Ubiali pode lhe trazer desgaste político não só na entidade, como na sua
tentativa de se eleger vereador.
“É por isso que a APAE de Franca não apoia o
seu nome e decidiu fechar com a chapa da situação, muito mais produtiva e com
resultados expressivos para a população que precisa do trabalho da FEAPAES-SP”,
finalizou um diretor de APAES do estado de São Paulo.