Sesi Franca mantém hegemonia no NBB, mas rivais elevam nível e dificultam caminho

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 17 de maio de 2026 às 14:00
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As conquistas recentes nacionais e internacionais consolidaram o Franca como o “rolo compressor” do basquete brasileiro

Empurrado novamente ao limite em uma série longa de playoffs, o Sesi Franca mantém vivo o sonho de conquistar o inédito pentacampeonato consecutivo do NBB Novo Basquete Brasil.

A classificação dramática diante do Mogi Basquete, decidida apenas no jogo cinco, reforça não apenas a força da equipe francana, mas também o aumento do nível de dificuldade imposto pelos adversários.

Se por um lado a dinastia construída nos últimos anos consolidou o Franca como protagonista absoluto do basquete nacional, por outro, transformou o time no principal alvo a ser batido.

E isso tem se refletido dentro de quadra: jogos mais equilibrados, séries imprevisíveis e confrontos decididos nos detalhes.

Contra o Mogi, o roteiro foi o retrato desse novo cenário. Em uma série atípica, cada equipe venceu fora de casa até o duelo decisivo.

No momento mais crítico, com o fantasma da eliminação rondando o Pedrocão, o Franca precisou buscar forças nos segundos finais para garantir a vitória, selada no tapinha decisivo de Corderro Bennet.

O norte-americano, assim como o pivô Cristiano Felício e o armador argentino Juan Laterza, representa a renovação de um elenco que mescla experiência e novas peças.

Mesmo integrados a uma base vitoriosa, os reforços vivenciaram de perto o grau de exigência necessário para sustentar uma dinastia.

A dificuldade não é novidade. Na temporada passada, o Franca também precisou atravessar caminhos tortuosos até levantar o tetracampeonato.

Superou o Pinheiros nas quartas de final em cinco jogos, depois venceu o Flamengo Basquete em uma semifinal igualmente longa, antes de confirmar o título diante do Minas Tênis Clube.

O padrão se repete: quanto maior a hegemonia, maior também a mobilização dos rivais para interrompê-la. Equipes que brigam pelo título elevam o nível de competitividade e obrigam o Franca a buscar soluções constantes para seguir dominante.

Agora, nas semifinais, o desafio será contra o Brasília Basquete, tricampeão do NBB. Mais um confronto que reúne tradição, equilíbrio e a expectativa de jogos intensos.

Se as conquistas recentes consolidaram o Franca como o “rolo compressor” do basquete brasileiro, os playoffs atuais mostram que a caminhada rumo a mais um título está longe de ser tranquila.

Em uma liga cada vez mais competitiva, a dinastia francana segue viva — mas sendo testada como nunca.


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