São Joaquim da Barra torna UPA referência para atender casos de dengue

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 31 de janeiro de 2019 às 00:14
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:21
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Cidade tem 104 casos confirmados da doença e três mortes por suspeita de dengue hemorrágica

Depois de decretar estado de
calamidade devido ao alto número de casos confirmados de dengue, a Prefeitura
de São Joaquim da Barra anunciou que transformará a Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) em ponto de referência para tratamento da doença.

A partir da próxima sexta-feira, 1º de fevereiro,
pacientes com sintomas de dengue terão atendimento prioritário e diferenciado.

O diretor do Departamento
Municipal de Saúde, Rangel Luis de Melo, disse que o governo tenta formalizar
uma parceria para que a Santa Casa passe a atender casos de urgência. “A
situação é grave, muito grave, preocupante, mas eu tenho certeza absoluta que,
com as ações que a Prefeitura tem feito junto à população, com os investimentos
que o prefeito tem feito na questão de atendimento de prioridade às pessoas com
dengue, a gente vai conseguir sair dessa crise”, disse.

São
Joaquim da Barra tem 104 casos confirmados de dengue e outros 158 suspeitos.
Além disso, três mortes são investigadas por suspeita de dengue hemorrágica,
sendo duas delas de idosos.

Melo
afirmou que a cidade está prestes a enfrentar uma epidemia. “Pela realidade do
município, se não tivermos, estamos próximos, porque é uma situação muito
grave. Pela quantidade de atendimentos que existem no município com suspeita de
dengue e, principalmente, aqueles que são tratados com suspeita de dengue, o
número é altíssimo”, explicou.

A situação também levou a
Prefeitura a adiar em duas semanas o início das aulas. Estudantes das oito
escolas municipais só retornam das férias escolares em 18 de fevereiro.

Os eventos de Carnaval também
foram cancelados. Um “mega arrastão” de combate aos focos do mosquito Aedes
aegypti está previsto para sábado, 02 de fevereiro.

Melo afirmou que mais médicos estão realizando
atendimentos na UPA, entre 7h e meia-noite. As equipes das Unidades de Saúde da
Família (USF) também foram orientadas a atender com prioridade pacientes com
sintomas de dengue e cuja classificação pelo protocolo de saúde seja de risco. “Também
intensificamos junto aos laboratórios que prestam serviço, aumentando na
quantidade de exames, a parte de cota para cada um, para poder atender
exclusivamente aos exames laboratoriais que se enquadram no protocolo de
diagnóstico de dengue”, disse o diretor.

Mortes suspeitas

A primeira morte por suspeita de dengue foi registrada em 21 de janeiro:
Gabrielly Cristina Rissato, de 9 anos, morreu após parada cardiorrespiratória
na Santa Casa de Franca. A família alega que houve negligência médica na
Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A segunda morte foi confirmada na manhã do dia 23. Antonia Lina Ferreira
Lacerda, de 79 anos estava internada na Santa Casa da cidade e exames feitos no
hospital comprovaram que a idosa estava com dengue.

Na última segunda-feira, 28, a Prefeitura registrou a terceira morte por
suspeita de dengue hemorrágica em janeiro. A vítima é um comerciante, de 62
anos, que morreu durante a madrugada. Familiares contaram que o idoso recebeu
diagnóstico há uma semana.


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