Estudo utilizou inteligência artificial para ajudar pessoas a terem refeições mais nutritivas e econômicas, sem exigir mudanças radicais na dieta
Cientistas usam Inteligência Artificial para provar que pequenas trocas no cardápio reduzem custos e ajudam a comer de forma mais saudável (Foto Arquivo)
Comer de forma saudável e economizar no supermercado pode se tornar uma tarefa bem mais simples no futuro, graças à tecnologia.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA) capaz de sugerir pequenas substituições em refeições do dia a dia para torná-las mais nutritivas e baratas.
O estudo, publicado na prestigiada revista científica PLOS Digital Health, analisou mais de 135 mil refeições reais consumidas por cerca de 55 mil adultos.
A grande proposta do sistema não é criar dietas milagrosas ou restritivas, mas sim adaptar o cardápio que as pessoas já gostam e estão acostumadas a comer no café da manhã, almoço e jantar.
“As diretrizes alimentares geralmente dizem como uma dieta saudável deve ser, mas nem sempre mostram como chegar lá a partir das refeições que as pessoas já consomem”, explicaram Trevor Chan e Ilias Tagkopoulos, autores da pesquisa.
Pequenas Trocas, Grande Economia
Os testes computacionais da ferramenta mostraram que não é necessária uma “reforma completa” no prato para obter resultados expressivos. Com apenas uma a três trocas pontuais de ingredientes, o sistema alcançou dados surpreendentes:
No bolso: Redução entre 22% e 34% no custo estimado das refeições;
Na saúde: Aumento de cerca de 10% na qualidade nutricional geral;
Aproximação das metas: As refeições sugeridas pela IA ficaram 47% mais próximas das metas nutricionais ideais de saúde.
As sugestões mais frequentes da Inteligência Artificial envolveram a adição de vegetais e leguminosas, além da substituição estratégica de alimentos ultraprocessados ou com alto teor de sódio por opções mais naturais e econômicas.
O Futuro da Alimentação Prática
Embora a avaliação tenha sido feita de forma 100% digital e ainda precise ser testada com grupos de usuários reais, os cientistas acreditam que a tecnologia tem um potencial gigantesco. No futuro, ela poderá ser integrada a aplicativos de nutrição e programas de saúde pública.
A conclusão dos pesquisadores serve como um ótimo conselho para quem tenta equilibrar as finanças e o bem-estar: uma alimentação saudável não precisa ser sinônimo de pratos sem graça ou caros.
Identificar pequenas substituições que preservam o sabor é o melhor caminho para cuidar do corpo e do bolso ao mesmo tempo.