Projeto pode dar assistência a estudantes do ensino superior vítimas de abuso sexual

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 6 de maio de 2022 às 14:00
  • Modificado em 6 de maio de 2022 às 14:14
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Deputados liberam pacote com 52 projetos para serem votados no plenário nas próxima sessões legislativas

Alesp

Deputados liberam pacote com 52 projetos para serem votados no plenário nas próxima sessões legislativas

Os deputados que compõem a Comissão de Justiça e Redação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo deram aval a 52 projetos de lei em reunião realizada em ambiente virtual nesta quarta-feira.

A pauta apreciou 83 itens, dentre eles, 52 foram aprovados e 26 tiveram pedido de vista dos deputados. As medidas aprovadas devem passar pelas comissões temáticas antes de serem levadas para votação no Plenário.

Entre os projetos aprovados pela reunião, destaca-se a CPI da Violência Sexual Contra Estudantes de Ensino Superior, que assegura atendimento assistencial, psicológico e de saúde para vítimas de violência sexual em instituições de ensino superior.

O projeto também pretende garantir que as vítimas não abandonem os estudos e mantenham vínculo com a instituição acadêmica.

Criada em 2020, a CPI da Violência Sexual Contra Estudantes de Ensino Superior teve como objetivo discutir com reitores de universidades públicas e privadas do Estado, medidas efetivas de prevenção e combate à violência sexual.

Também recebeu parecer favorável na reunião projeto que concede atendimento prioritário às mulheres nas Delegacias da Polícia Civil do Estado.

A medida visa minimizar a possibilidade de demora excessiva para o atendimento de mulheres nas delegacias, em qualquer situação, emergencial ou não, já que o encurtamento do tempo de espera pode evitar desgastes e proporcionar mais eficácia na resolução de casos levados à Polícia Civil pelo público feminino.

Ainda na pauta do combate à violência, foi acatado pelos parlamentares da reunião o Projeto de Lei 512/2021, proposto pelo deputado Campos Machado (Avante), que obriga estabelecimentos comerciais a comunicarem às autoridades policiais possíveis práticas de abuso de autoridade, violência física ou psicológica, assédio moral ou qualquer conduta que configure discriminação em função da cor, gênero, religião ou idade.

De acordo com a proposta, o estabelecimento terá até 24 horas para reportar o fato às autoridades locais. O texto também garante atenção especial quando tais abusos forem praticados por funcionários da segurança do local ou terceirizados.

De autoria dos deputados Tenente Nascimento (Republicanos) e Douglas Garcia (Republicanos), o Projeto de Lei 1157/2019 inclui medidas de conscientização, prevenção e combate à depressão, à automutilação e ao suicídio no projeto pedagógico das escolas públicas do Estado. Entre as ações a serem desenvolvidas, estão incluídas a realização de palestras e debates, bem como a distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos, professores e servidores.

Visando a inclusão, o Projeto de Lei 1120/19, de autoria do deputado Caio França (PSB), também teve aval dos parlamentares. A medida torna obrigatória a emissão de certidões de registro civil e de imóveis no sistema de escrita e leitura braile às pessoas com deficiência visual.

Seguindo nessa temática, o Projeto de Lei 43/2021, de autoria do deputado Major Mecca (PL), foi outro que recebeu parecer favorável na comissão. A iniciativa torna obrigatória a inclusão de conhecimentos básicos da Libras (Língua Brasileira de Sinais) nos currículos da Escola Superior de Soldados e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.

Outra proposta de destaque na reunião foi o Projeto de Lei 824/2019, do deputado Jorge Caruso (MDB), que autoriza o Poder Executivo a celebrar convênios com hospitais veterinários de universidades públicas e privadas no Estado.

A medida tem como finalidade garantir o atendimento veterinário gratuito para cães e gatos de famílias de baixa renda e protetores de animais independentes, exclusivo às pessoas assistidas por programas sociais estaduais ou federais.


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