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Pesquisa aponta que, na contramão da realidade, cai a parcela feminina nos negócios

  • F. A. Barbosa
  • Publicado em 17 de junho de 2021 às 15:00
  • Modificado em 17 de junho de 2021 às 15:12
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Saída das mulheres foi uma das responsáveis pela redução de mais de 18% na taxa de empreendedorismo no Brasil

Saída das mulheres foi uma das responsáveis pela redução de mais de 18% na taxa de empreendedorismo no Brasil

A pandemia fez com que o perfil qualitativo das mulheres à frente de um negócio mudasse em 2020: entraram mulheres mais inexperientes e saíram as com mais tempo de empreendedorismo.

De acordo com o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), grande parte das empreendedoras já estabelecidas, aquelas com mais de 3,5 anos à frente de um negócio, se viram obrigadas a abandonar as suas empresas.

Em 2020, a taxa de empreendedorismo total no Brasil atingiu o menor patamar dos últimos oito anos e caiu para 31,6%, o que representa uma redução de 18,33% quando comparada com a taxa de 2019, que foi de 38,7%. Com esse resultado, o Brasil caiu do 4º lugar em taxa total de empreendedorismo no mundo para o 7º lugar.

As mulheres, juntamente com os jovens, os empreendedores de baixa renda e de pouca escolaridade, influenciaram no resultado da taxa de empreendedorismo estabelecido, que passou de 16,2% para 8,7% no ano passado, a maior redução já registrada nos últimos 17 anos.

Em contrapartida, as mulheres, juntamente com esse grupo, também movimentaram o número dos empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de fundação, que registraram a maior taxa da série história do estudo, atingindo 23,4%.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que apesar do aumento da participação delas no empreendedorismo inicial, saíram mais mulheres do que entraram, porque muitas se viram obrigadas a cuidar da família o que diminuiu a participação feminina no mundo dos negócios.

“A pandemia afetou enormemente o Brasil e impactou muito o grupo mais vulnerável dos empreendedores, como, por exemplo, as empreendedoras. Isso fez com que houvesse uma reversão das conquistas adquiridas ao longo dos últimos anos”, afirma Melles.

Em 2020, as mulheres corresponderam a aproximadamente 46% dos empreendedores iniciais, número um pouco superior ao registrado em 2006, quando a taxa era de 43,8% e mais de quatro pontos percentuais inferior ao registrado em 2019, quando as empreendedoras representavam metade dos empreendedores iniciais.

“Esse grande volume de novas empreendedoras demonstra a importância de projetos como o Sebrae Delas, que tem o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres”, pontua o presidente do Sebrae.


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