MAIS SOBRE A MÚSICA

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 12 de março de 2018 às 09:12
  • Modificado em 29 de outubro de 2020 às 23:52
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“E O JAZZ?”


A origem do vocábulo jazz é bastante controvertida. Há quem diga que vem do nome de algum músico negro, como Jess, ou Chaz (Charles). Outra hipótese é a de que derive do patoá negro da Louisiana. Mas ninguém tem certeza se o radical é de origem francesa ou africana. Ou mesmo se a palavra jazz tem raiz no verbo francês jaser, que significa tagarelar, ou se provém de algum dialeto africano.

Pois bem. Dentro dos limites dos Estados Unidos, New Orleans sempre foi uma cidade muito exótica. Em 1762 a França cedeu a Luisiana à Espanha, que com isso acrescentava mais um pedaço de terra ao império colonial que mantinha nos States, da Flórida até a Califórnia. New Orleans, então, foi cidade colonial espanhola. Em 1800 a Espanha devolveu a Luisiana à França, mas antes que os franceses tomassem posse do território, o mesmo foi comprado pelos Estados Unidos.

Em New Orleans havia um afluxo muito grande da população das ilhas do mar das Caraíbas. Naquela cidade, plantada às margens do Rio Mississipi, desembarcavam os escravos negros das Antilhas e os brancos que fugiam da revolução do Haiti e das Caraíbas. Grande parte da população era composta de escravos, havia muitos negros livres e esses dois componentes deram à cidade a sua característica social peculiar.

New Orleans tinha três rituais de dança exóticos e coloridos : o Baile das Quarteironas – mulheres mulatas -, as danças cerimoniais do vodu e as danças dos negros na Praça Congo, ou Congo Square.

A atmosfera musical de New Orleans era impregnada de ritmos e melodias caraíbas. Segundo Marshall Stearns, foi nesse ambiente de latinoamericanidade, “de fusão de elementos musicais, exótica, não convencional, hídrica, excitante, produto de complexos fatores raciais e culturais vigentes numa sociedade nova a evoluir em condições estranhas” que nasceu o jazz.

Jazz. Hoje, palavra que se tem usado para designar pelo menos uma dezena de diferentes tipos de música, sendo difícil determinar-se que valores permanentes o jazz criou, pois, na realidade, passou a ser um conglomerado de muitas coisas em se tratando de ritmo, intervalos musicais e improvisação,resultando sempre em algo muito vigoroso e criativo.

Na ilustração, o “Satchmo” Louis Armstrong, cantor e trompetista, uma figura gigantesca do jazz, que nasceu em 1900 e faleceu em 1971.

Fontes : Coletânea de Anotações

Foto : Liga Entretenimento/Divulgação

“ATLANTIS PREPARANDO RETORNO”


Uma das bandas de maior destaque na cena musical francana nos anos 70 prepara retorno aos palcos com shows e bailes.

À época denominado “Conjunto Atlantis”, derivado do grupo “The Devils Of Show” , tinha agenda abarrotada em Franca e região além de cidades do Sul de Minas e Goiás. Fizeram parte do super prestigiado time, músicos como José Reinaldo Cassola (cantor), Xerxes Raymundo (Baixista-já falecido), Dinho Duvale (baixista, hoje residente no Chile, onde atua na noite há 25 anos), Nilson Félix (guitarrista), Maurício Roberto (guitarra e teclado), Serginho Souza “Português”(baterista), Cícero de Oliveira (cantor e baterista) e este humilde colunista (cantor).

Rebatizado de “Mirage”, o grupo contou ainda com o guitarrista Luiz Antonio Ribeiro, o “Capetinga”, continuando a todo vapor até meados dos anos 80, quando encerrou as atividades.

Mas como música é veneno difícil de ser extraído das veias, os “madurões” resolveram ressuscitar o “Atlantis”, com o nome de “Atlantis Memories”, contando com o vocalista e pianista Cassola, o guitarrista e vocalista Luiz “Capetinga” e o baterista Serginho “Português”, das formações originais, somados ao baixista Jatir e o tecladista André Guaraldo. Os ensaios acontecem no maior afinco e já tem baile programado para o lançamento. Os “meninos” prometem repertório bastante amplo e abrangente.

O grupo vem sendo assessorado pelo consagrado cabeleireiro e também músico e produtor Marco Antônio Silva, o Japa.

Na ilustração, uma “canja” no extinto Restaurante Ranchão, nos idos anos 70. Da esquerda para a direita : Cassola, Serginho, Xerxes, eu, Nilson e Maurício. À frente, o “lendário” Capadão, fiel acompanhante da banda.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Mais Brasil FM – 101,3 Mhz – Franca, SP : sábado e domingo às 10h.

radionovaip.com.br – Ribeirão Preto – SP : diversos horários aleatórios

ponto1000-Brasil.com – Ribeirão Preto – SP : Sexta 22h, Sábado 10h e 22h e Domingo 12 e 22h.

portalmusicalfranca.com.br – Franca – SP : Domingo a Sexta 18h e Sábado 19h.

Rádio Viva Manaus – Web Rádio Studio Y – Manaus – AM – Domingo 18h (19h Brasília).

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*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras.