Lembra dele? Cheque resiste às tecnologias e movimenta quase R$ 667 bilhões em 2022

  • Robson Leite
  • Publicado em 27 de janeiro de 2023 às 19:00
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Com inovações como Pix e cartão virtual, uso do meio de pagamento cai 94% em 28 anos; no ano passado, redução foi de 7,3%

Tecnologias como o Pix, os bancos digitais e os cartões virtuais transformaram o sistema bancário ao longo dos anos, o que também mexeu com a vida dos clientes. Uma das mudanças foi o abandono gradual do cheque, que já foi um dos principais meios de pagamento do país. Em um período de quase 30 anos, a redução no uso de cheques chega a 94%.

Em 2022, foram compensados 202,8 milhões de cheques, uma queda de 7,3% em relação ao ano anterior. Em 1995, quando teve início a série histórica, esse número foi bem maior: 3,3 bilhões de documentos relativos a esse meio de pagamento foram compensados. Os dados estatísticos têm como base o Compe (Serviço de Compensação de Cheques).

“Atualmente, sete em cada dez transações bancárias no país são feitas pelos canais digitais (internet e mobile banking), reflexo da comodidade, velocidade e segurança oferecidas por esses meios de pagamentos. Soma-se a isso também o Pix, que ao longo de dois anos de funcionamento se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, diz Walter Faria, diretor adjunto de serviços da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Valor médio

Apesar da redução do número dos cheques compensados em 2022, o volume financeiro movimentado por meio desses documentos permaneceu estável e passou dos R$ 667 bilhões, registrados em 2021, para R$ 666,8 bilhões no ano passado.

Além disso, o valor médio dos cheques aumentou de um ano para o outro: foi de R$ 3.046,52 em 2021 para R$ 3.257,88 no ano passado. A informação é do Portal R.7.

“Os números mostram que a população está usando o cheque para transações de maior valor, enquanto o Pix é utilizado como meio de pagamento para transações de menor valor, por exemplo, para profissionais autônomos, e também para acertar pequenos débitos familiares ou entre amigos”, afirma Faria.


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