IBGE confirma: está faltando homem no Brasil. Saiba porque isso acontece

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 21 de abril de 2026 às 11:00
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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados na última sexta-feira (17), existem 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil

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Brasil tem menos homens que mulheres, segundo o IBGE. Entenda os motivos e como a diferença aumenta com a idade (Foto Arquivo)

 

A percepção de que “está faltando homem” no Brasil tem base nos dados oficiais. Levantamento recente da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o país tem, em média, 95 homens para cada 100 mulheres.

A diferença se acentua conforme a idade avança, especialmente entre a população idosa, em que o número de mulheres supera com mais folga o de homens.

Diferença cresce com a idade

Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, o cenário é ainda mais evidente na faixa acima dos 60 anos. Nesses grupos, a proporção chega a cerca de 70 a 76 homens para cada 100 mulheres.

Os dados do Censo 2022 já apontavam essa tendência, com cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no país.

Por que há menos homens?

Especialistas apontam dois fatores principais: mortalidade maior entre homens e hábitos de saúde diferentes.

As chamadas “causas externas” — como acidentes e violência — atingem mais a população masculina, especialmente na juventude. Isso reduz a presença de homens ao longo do tempo.

Além disso, mulheres tendem a cuidar mais da saúde, procurar atendimento médico com maior frequência e manter hábitos mais preventivos, o que impacta diretamente na expectativa de vida.

Tendência não é nova

A diferença entre homens e mulheres não surgiu agora. Dados da PNAD Contínua mostram que, há mais de uma década, a população brasileira já tinha maior proporção feminina.

Embora nasçam mais meninos do que meninas — uma tendência biológica global — essa relação se inverte por volta dos 24 anos, quando a mortalidade masculina começa a pesar.

Regiões fogem à regra

Apesar do padrão nacional, alguns estados apresentam equilíbrio ou até mais homens do que mulheres, como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina.

Nesses locais, a explicação costuma estar ligada ao perfil econômico, com maior presença de atividades como agronegócio e mineração, que atraem trabalhadores homens.

Impactos vão além dos números

O cenário também levanta discussões sociais e comportamentais. Estudos internacionais, como os da London School of Economics, indicam que mulheres solteiras e sem filhos tendem a apresentar bons níveis de saúde e bem-estar.

Já entre homens, o casamento costuma estar associado a melhorias nos hábitos de vida e saúde.

No fim das contas, os dados mostram que a diferença entre homens e mulheres no Brasil é resultado de uma combinação de fatores biológicos, sociais e comportamentais — e tende a se manter com o envelhecimento da população.

Fonte: Notícias ao Minuto


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