Você não vai acreditar de onde vem o konjac, ingrediente baixíssimo em calorias!

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 19 de abril de 2026 às 12:00
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Queridinho de influenciadores fitness, o alimento é extraído de uma planta asiática de crescimento lento e características incomuns

Konjac tem baixíssima caloria e ganha espaço nas dietas, mas especialistas alertam que seus benefícios dependem do contexto alimentar (Foto Tua Saúde)

 

O konjac tem ganhado destaque nas redes sociais e nas dietas de quem busca reduzir calorias. Derivado de um tubérculo rico em fibras, o alimento chama atenção pelo baixo valor energético — cerca de 10 kcal a cada 100 gramas — e pela versatilidade, sendo encontrado em forma de farinha, arroz ou macarrão.

Apesar da popularidade crescente, especialistas reforçam que seus efeitos devem ser analisados com equilíbrio e dentro de um contexto alimentar mais amplo.

Planta exótica está por trás do alimento

O konjac vem da planta Amorphophallus konjac, conhecida popularmente como “língua-do-diabo”, originária do sudeste asiático.

Ela pertence ao mesmo gênero da Amorphophallus titanum, famosa pelo odor forte e incomum. No caso do konjac, a planta é menor e menos intensa, mas compartilha características como crescimento lento e um ciclo que pode levar de dois a três anos até a colheita do tubérculo.

Da raiz ao prato: como ele é consumido

Após a colheita, o tubérculo passa por processamento industrial para extrair o glucomanano, uma fibra solúvel que dá origem aos produtos consumidos.

Na culinária asiática, especialmente no Japão, o konjac é conhecido pelo “shirataki”, um tipo de macarrão de textura elástica e sabor neutro.

No Ocidente, ele tem sido utilizado como substituto de massas tradicionais, reduzindo significativamente a ingestão de carboidratos e calorias.

Saciedade é o principal benefício

O grande destaque do konjac está na sua alta concentração de fibras, que ajudam a prolongar a sensação de saciedade.

Além disso, o glucomanano pode contribuir para o controle da glicose no sangue e atuar como prebiótico, favorecendo a saúde intestinal.

Por outro lado, o alimento é pobre em proteínas, vitaminas e minerais, o que limita seu valor nutricional isolado.

Não emagrece sozinho

Apesar da fama, especialistas são categóricos: o konjac não é responsável pelo emagrecimento por si só.

Seu papel é auxiliar na dieta, ajudando a controlar o apetite, mas os resultados dependem de um conjunto de fatores, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas.

Consumo exige moderação

Outro ponto de atenção é o excesso. Por ser rico em fibras altamente viscosas, o consumo exagerado pode causar desconfortos como gases e distensão abdominal.

Em casos mais extremos, pode até interferir na absorção de nutrientes e medicamentos.

Como incluir na rotina

O konjac pode ser incorporado de forma estratégica, combinado com vegetais, proteínas e outros alimentos, mantendo o equilíbrio nutricional das refeições.

A recomendação é utilizá-lo como complemento — e não como base exclusiva — dentro de uma alimentação variada e saudável.

Fonte: Casa e Jardim


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