Gabriela Duarte justifica silêncio sobre política: “Escolhas são individuais”

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 21 de maio de 2020 às 21:16
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:45
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No texto publicado no Instagram, a artista diz que o momento é de respeitar as escolhas individuais

Na tarde desta quinta-feira (21), a atriz Gabriela Duarte, que até então vinha se mantendo calada perante todos os últimos acontecimentos políticos envolvendo sua mãe, a atriz Regina Duarte, resolveu usar a sua rede social para se posicionar. 

Ela justificou sua decisão de não expor publicamente o seu posicionamento até o presente momento.

Em uma desabado em seu Instagram, Gabriela não citou o nome da mãe, que foi demitida na última quarta-feira (20) da Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro.

No texto, Gabriela não explicitou, mas deu indícios de que não tem o mesmo pensamento da mãe. A artista diz que o momento é de respeitar as escolhas de cada um.

Vale lembrar que o envolvimento de Regina Duarte na política acabou respingando em Gabriela Duarte. 

Antes da eterna namoradinha do Brasil deixar a Secretaria da Cultura, sua filha recebeu muitas crítica na web, entre elas, um pedido dos internautas para que interdite a mãe. 

Confira na íntegra o desabafo de Gabriela Duarte:

Um artista pode se posicionar politicamente se quiser. Existem os que fazem isso e tem suas razões. Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. 

A profissão que escolhi já é bastante política em vários aspectos. Isso, no entanto, não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal. 

Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública.

Divido meus pensamentos e opiniões nessa área com pessoas que me são próximas. Não tenho necessidade de mais do que isso, nem me sinto no direito de influenciar politicamente quem quer que seja. 

São escolhas, e escolhas são individuais. Cada um tem a liberdade de pensar de forma própria. E isso diz respeito a relações familiares também.

Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola…

Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também. Começamos então a formar nosso próprio corpo ideológico e percebemos que não precisamos mais seguir os modelos da infância e adolescência. Amadurecer, entre tantas coisas, é isso.

Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor, gratidão e respeito por aqueles que nos criaram. 

Pelo contrário. Devem ser apreciados e honrados todos os dias. Mas entender que uma família não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental.


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