Debate sobre abono dos professores será retomado pela Câmara após o recesso
Prefeito quer investir R$ 4 milhões em plataforma digital, mas professores pedem abono salarial
O prefeito Alexandre Ferreira teve, na última sessão extraordinária da Câmara, mais uma derrota ao ver os vereadores contraporem e adiarem um projeto de sua autoria.
Ferreira apresentou um projeto de lei prevendo o investimento de R$ 4 milhões em uma plataforma de ensino para a Secretaria Municipal de Educação.
O objetivo do Executivo, com o projeto, seria queimar recursos do Fundeb que estão sobrando no caixa da Prefeitura – que teve o ano todo para fazer projetos para o dinheiro e, aparentemente, não o fez.
Antes deste projeto, o prefeito também quis passar na Câmara a compra de uma área, por mais de R$ 5 milhões, para a construção de uma creche escola – mesmo a Prefeitura tendo áreas para este propósito na periferia, onde mais se necessita do serviço de creche.
Barrado no baile
Porém, os vereadores não demonstraram disposição em aprovar o dinheiro para a plataforma e apontaram, até mesmo a base governista, para a possibilidade de se pagar o abono aos professores com do restante do recurso do Fundeb.
Zezinho Cabeleireiro, estrategicamente, pediu o adiamento do projeto da plataforma por duas sessões ordinárias e o mesmo só será votado em meados de fevereiro.
Doze vereadores aprovaram o adiamento e, com isso, a discussão sobre o abono se arrastará por bastante tempo – pressionando e causando desgaste ao prefeito de Franca
A pauta sobre o abono será retomada logo no início de fevereiro, quando se encerrará o recesso do Legislativo francano.