Bassi e Graciela reavivam a memória de Dom Diógenes, símbolo de fé e solidariedade

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 5 de agosto de 2025 às 12:30
compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin

Presidente da Câmara e deputada estadual destacam atuação diocesana do bispo

O legado do ex-bispo diocesano de Franca, Dom Diógenes da Silva Matthes, falecido em novembro de 2016, voltou a ganhar merecido destaque em Franca graças a ações políticas visando a valorizar sua trajetória.

No dia 29 de julho, o presidente da Câmara de Franca, vereador Daniel Bassi, propôs, na tribuna da Casa de Leis, que a Sessão Solene do Dia do Padre de 2026 — quando se completa uma década de seu falecimento — seja dedicada à sua memória, destacando a atuação marcante do religioso, reconhecido por sua liderança espiritual, empatia e dedicação à comunidade francana.

O reconhecimento ao saudoso bispo ganhou ainda mais força nesta segunda-feira, coincidentemente, Dia do Padre, com a notícia publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo: a deputada estadual Delegada Graciela apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa denominando o hospital público estadual de Franca, que está em construção e deverá ser finalizado ainda este ano, de “Dom Diógenes da Silva Matthes”.
Merecedor

Para Daniel Bassi, a iniciativa da deputada é nobre e demonstra sensibilidade para com a história de Dom Diógenes, que exerceu a função de bispo de Franca por 35 anos, entre 1971 e 2011, quando se tornou, aos 80 anos, bispo emérito.

“Sempre admirei a postura pacificadora e dedicada de Dom Diógenes e seu amor pelas pessoas. E agora a homenagem que faremos na Câmara e essa propositura da deputada Graciela vão de encontro ao resgate de uma figura tão querida pela comunidade católica”, afirmou.

Bassi afirmou que é necessário valorizar a história de o legado de pessoas que se dedicaram a Franca, como Dom Diógenes sempre fez no comando da Diocese local.

“Parabenizo a deputada pela sensibilidade de relembrar o nome de Dom Diógenes com a denominação de um equipamento público tão importante, que, assim como nosso eterno bispo, só visará fazer o bem aos francanos”, completou o vereador.

Comunidade católica

As propostas de Bassi e Graciela reforçam o impacto duradouro das obras de Dom Diógenes na história local.
Para a comunidade católica e toda a população de Franca, a possibilidade de ver o nome do bispo eternizado em um hospital estadual é um tributo à fé, à solidariedade e ao compromisso com o próximo — marcas registradas de sua missão pastoral.

Por regulamento da Assembleia Legislativa, a proposta da deputada deverá ser votada assim que a conclusão da obra ocorrer. A previsão é que isso ocorra em novembro.

“Não é questão somente de denominar o hospital. Mas sim de fazer ligar o futuro Hospital Estadual Dom
Diógenes da Silva Matthes a um espaço de cuidado e compaixão, tal como foi o ministério do bispo que marcou gerações em Franca”, concluiu Bassi.

A história

Nascido em 12 de outubro de 1931, na cidade de Serrania (MG), Dom Diógenes foi registrado cinco dias depois pelos pais em Caconde (SP), município com o qual também manteve vínculos ao longo da vida.
Sua trajetória religiosa teve início com a ordenação presbiteral em junho de 1957. Como padre, atuou em paróquias de Ribeirão Preto e Santa Rita do Passa Quatro, ambas no interior paulista.

A ordenação episcopal ocorreu em 11 de junho de 1971. Desde então, Dom Diógenes esteve à frente da Diocese de Franca por 35 anos consecutivos, até 28 de novembro de 2006, quando apresentou renúncia ao cargo à Santa Sé por motivo de idade, conforme previsto pelo Direito Canônico. Após deixar a função administrativa, tornou-se bispo emérito da cidade.

Por ocasião de sua morte, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota de pesar direcionada aos familiares, ao atual bispo diocesano Dom Paulo Roberto Beloto e a toda a comunidade da Diocese de Franca.

O hospital público

Daniel Bassi afirma que tem sido uma honra trabalhar pela vinda do hospital público para Franca desde o início de seu mandato, sendo um dos protagonistas do Movimento Pró-Hospital Estadual. “Sabemos o quanto nossa cidade precisa deste equipamento de saúde. Serão 225 novos leitos, dezenas de especialidades. É o maior investimento da saúde de Franca. A proposta de ter o nome de Dom Diógenes abrilhanta ainda mais toda essa construção política em prol dos francanos”, explicou Bassi.

A unidade deverá ter sua construção concluída em novembro. Na sequência, será feito chamamento público para a gestão da unidade, que tem números expressivos: R$ 165 milhões na construção, R$ 100 milhões em equipamentos, R$ 200 milhões ao ano de custeio e 1,4 mil empregos diretos.


+ Cotidiano