Após 180 dias, retomada de voos em Franca ainda é incógnita: processo parado

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  • Publicado em 27 de setembro de 2019 às 21:29
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:52
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Termina neste sábado, 28, prazo dado pelo governo estadual para empresa Gol começar a operar na cidade

Cerimônia de anúncio de início de voos comerciais em Franca aconteceu em 28 de março, em São Paulo, com a presença de Gilson de Souza

​180 dias. Exatamente hoje, dia 28 de setembro, termina o prazo estipulado pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Prefeitura de Franca, para que a retomada de voos comerciais fosse retomada na cidade.

O anúncio com grande comemoração aconteceu no dia 28 de março, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, reunindo autoridades como o prefeito Gilson de Souza e uma comitiva da cidade, formada pelos vereadores Claudinei da Rocha e Nirley de Souza; pelo secretário municipal de Desenvolvimento, Anderson Minamihara; Rodrigo Paula, assessor legislativo da Prefeitura de Franca; Prof. Ms. Paulo Sérgio Moreira Guedine, Coordenador Jurídico do Uni-Facef (Centro Universitário Municipal de Franca); José Luis Novato Lima, diretor do Hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”; Marcelo Reis, gerente institucional da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, entre outros, além do governador de São Paulo, João Dória e outras lideranças.

 A implantação dos voos regionais faz parte do Programa “São Paulo Para Todos”. Além de Franca, Barretos também teria uma linha ligando a cidade ao Aeroporto Internacional de São Paulo. “Este é um momento muito importante para São Paulo e para as regiões de Franca e Barretos. Eu, como prefeito da cidade, só tenho a agradecer o nosso governador, João Doria, pela importância desses voos para a região de Franca”, disse o prefeito Gilson de Souza, na época.

Os voos serão operados em aeronaves do modelo Boeing 737-700, com capacidade para 138 passageiros, com previsão de saída de Guarulhos no final da manhã e volta no início da tarde.

No entanto, até o momento nada saiu do papel. Desde o anúncio da retomada dos voos, a única movimentação registrada foi em relação ao Aeroporto Tenente Lund Presotto, em Franca. É que a empresa Gol teria exigido algumas melhorias ao Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), que custariam mais de R$ 4 milhões, recursos que não estão previstos e nem disponíveis. Além disso, seria necessário licitar a compra de equipamentos próprios para o aeroporto receber grandes aeronaves, como as anunciadas para operar em Franca, com 138 lugares. Entre licitar, comprar e instalar, seriam necessários no mínimo 180 dias a partir do início do processo. Isso aconteceu em maio último. “Vimos que, como estava, o processo seria altamente dispendioso e demorado. Constatamos que, no entendimento do Daesp, seria mais viável a operação com aeronaves menores, pois o nosso aeroporto já tem condições para recebe-las e os investimentos e prazo cairiam muito, podendo os voos retornarem com muito mais brevidade”, afirmou a deputada estadual, Delegada Graciela à época.

A deputada estadual decidiu levar, então, a situação à Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), cujo presidente, Eduardo Sanovicz, compareceu na Assembleia Legislativa, em audiência na Comissão dos Transportes, em maio. “Questionei sobre a possibilidade da Gol considerar a operação com aviões menores em Franca, já que a empresa mantém contrato com empresas que possuem essas aeronaves e o presidente da Abear afirmou que, diante de dificuldades na operação com aviões maiores, as companhias poderão lançar mão de aeronaves de menor porte. Neste caso, os voos podem iniciar sem grandes burocracias em até 120 dias”, disse Delegada Graciela.

No final de maio, início de junho, uma vistoria técnica foi realizada pelo diretor regional do Daesp, Álvaro Cardoso Júnior, junto com três consultores da empresa americana IOS Partners. Segundo o diretor do Daesp, esta fase inicial, a primeira, é fundamental para elaboração do modelo a ser adotado no aeroporto local. Após as apresentações, três consultores da empresa IOS Partners fizeram a vistoria nas instalações, na torre de comando, nos portões de embarque e nas pistas, para elaboração do seu relatório que norteará o trabalho a ser feito.

Com relação a essa vistoria, depois dessa primeira fase em todos os aeroportos administrados pelo Daesp a próxima etapa seria a avaliação socioeconômica dos municípios e suas regiões. De acordo com o diretor do Departamento Estadual esses dados serão fundamentais para a definição do modelo operacional a ser adotado, destacando a importância para levantamento da demanda (expectativa) de passageiros.

      Embora nada tenha sido adiantado pelos consultores a respeito dessa avaliação prévia, o secretário de Serviços e Meio Ambiente lembrou que eles se mostraram satisfeitos com a estrutura do Aeroporto e da cidade, como, por exemplo, a existência de avenidas ligando o Cento de Franca ao aeródromo.

Mas o processo continua parado e os francanos permanecem na expectativa de que a cidade volte a contar com voos comerciais. Mas pelo que tudo indica, não será este ano que isso vai acontecer.


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