Cavalhadas de Franca – tradição e novidade neste final de semana, 04 e 05

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 4 de agosto de 2018 às 12:25
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:55
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Evento, que é gratuito, encena a tradicional batalha entre mouros e cristãos e será traduzido em Libras

O público que ansiosamente aguarda todo mês de agosto para
assistir ao show das Cavalhadas de Franca, vai presenciar um belíssimo
espetáculo mais uma vez.

Esse é um acontecimento que está incluído no calendário
oficial de eventos da cidade, faz parte do folclore regional e nessa edição o
Clube das Cavalhadas está iniciando a produção de um documentário especial
marcando os 187 anos do evento.

Segundo os registros encontrados nas atas da Câmara
Municipal, nos idos de 1831, consta o primeiro pedido de autorização para a
realização da Festa do Divino e as Cavalhadas, com a soltura de fogos. É uma
das apresentações mais antigas do país já registrada.

Encenada todos os anos no primeiro fim de semana de
agosto, mês do folclore, as Cavalhadas representam as batalhas entre mouros e
cristãos ocorridas na Europa nos séculos VIII e IX.

O teatro equestre tem as apresentações divididas em
dois dias. No sábado, dia 04 de agosto, às 20 horas, acontece a Cerimônia dos
Encamisados, quando o público pode assistir às primeiras provocações entre o
rei mouro, Sultão de Constantinopla, e o cristão, Carlos Magno.

Tudo é oferecido gratuitamente no Parque de Exposições
Fernando Costa, que abre seus portões para receber o público a partir das 18h.
A programação segue no domingo, a partir das 14h, com confrontos de Mouros e
Cristãos. As Cavalhadas têm o propósito de fortalecer uma tradição que tem
origem na Península Ibérica.

Em torno de 70 pessoas participarão diretamente das
apresentações, segundo Marcus Vinícius Palermo Falleiros, presidente do Clube
das Cavalhadas. A organização que tem o apoio da Prefeitura, espera um público
estimado entre sete e oito mil pessoas.

Uma das novidades aguardadas é a tradução simultânea do
evento em Libras, que será realizada por duas intérpretes, proporcionando a
inclusão no espetáculo dos deficientes auditivos.

O documentário em fase de elaboração, com registro desde os
idos de 30 do século 19 até os dias atuais, deverá ser concluído e lançado até
o final do ano.


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