Qual é o melhor horário para começar o dia depois dos 60 anos? Descubra agora!

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 15 de junho de 2026 às 07:00
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A Fundação Nacional do Sono recomenda que pessoas com 65 anos ou mais durmam entre sete e oito horas por noite para manter um bom funcionamento físico e mental

Após os 60 anos, torna-se comum que as pessoas comecem a deitar e a despertar mais cedo, além de enfrentarem episódios de fragmentação do sono (Foto Magnific)

 

Com o avançar da idade, o corpo humano passa por uma série de transformações biológicas que afetam diretamente os hábitos diários, sendo o sono uma das áreas mais impactadas.

Após os 60 anos, torna-se comum que as pessoas comecem a deitar e a despertar mais cedo, além de enfrentarem episódios de fragmentação do sono ou leveza excessiva durante a noite.

Diante desse cenário, médicos e cientistas são unânimes: manter uma rotina de repouso estável é indispensável para preservar a saúde e o bem-estar geral.

Muitos especialistas da área apontam que acordar entre 6h e 7h30 da manhã pode ser altamente benéfico. Esse intervalo promove uma sincronização eficaz com o ritmo circadiano — o relógio biológico interno que regula o ciclo de vigília, a temperatura corporal e a produção de hormônios.

Coincidir o despertar com as primeiras horas de luz natural ajuda o organismo a estabelecer um equilíbrio saudável entre o descanso e a atividade física e mental diária.

Os Perigos da Privação de Sono

O descanso noturno desempenha um papel vital na manutenção das funções vitais. Diversas pesquisas científicas associam a falta frequente de sono de qualidade a um aumento expressivo no risco de desenvolver problemas graves de saúde, tais como:

– Hipertensão arterial e doenças cardiovasculares;
– Ganho de peso desregulado e obesidade;
– Diabetes tipo 2;
– Transtornos de saúde mental, incluindo a depressão.

Para evitar essas complicações, a Fundação Nacional do Sono (NSF) recomenda formalmente que adultos com 65 anos ou mais durmam entre sete e oito horas por noite.

Essas diretrizes foram estabelecidas após uma ampla análise de evidências clínicas, comprovando que atingir essa meta de descanso está diretamente associado a uma melhor preservação das capacidades cognitivas, emocionais e cardíacas na maturidade.

Individualidade e Consistência

Apesar dos benefícios das primeiras horas da manhã, especialistas alertam que não existe um “horário ideal” universal para todas as pessoas que passaram dos 60 anos.

As necessidades variam de acordo com o histórico de saúde, o nível de atividade física e as características genéticas de cada indivíduo.

A grande chave para a longevidade saudável não está presa a um ponteiro específico do relógio, mas sim na regularidade: deitar-se e levantar-se aproximadamente nos mesmos horários todos os dias e garantir a quantidade necessária de horas de repouso.

Mais importante do que tentar acordar cada vez mais cedo é estruturar uma rotina consistente que proporcione um sono genuinamente reparador.

Fonte: O Globo


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