Franca tem mais de 164 mil pessoas com obesidade, diz Ministério da Saúde

  • Robson Leite
  • Publicado em 4 de março de 2026 às 11:00
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Especialistas apontam que uma das explicações para o aumento da obesidade é o avanço dos ultraprocessados na alimentação

A prevalência da obesidade no Brasil teve um salto de 118% entre 2006 e 2023, segundo dados da pesquisa Vigitel, um levantamento anual conduzido pelo Ministério da Saúde.

O levantamento também revelou os municípios com mais pessoas obesas do Brasil. Franca não está no topo do ranking, mas mesmo assim preocupa, porque quase metade da sua população está acima do peso: são 46,54%.

Isso significa uma população de 164 mil pessoas, considerando-se que a cidade tem 352 mil habitantes, de acordo com os números do IBGE.

Divisão por faixa de obesidade

Pelo recorte de dados do Ministério da Saúde, Franca tem 86 mil pessoas com obesidade de grau I, quando o Índice de Massa Corporal fica entre 30 e 34,9.

No grau II, quando o Índice de Massa Corporal fica entre 35 e 39,9, são 45.266 residentes em Franca.

Já no grau III, com índice de Massa Corporal acima de 40, são 32.328 francanos

Considerando o sobrepeso, quando o índice de massa corporal (IMC) ultrapassa 25 kg/m², a alta foi de 46,9%, e o quadro agora acomete a maioria dos brasileiros (62,6%).

A Vigitel é um inquérito que ouve apenas as capitais brasileiras, mas dados de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), baseados nos atendimentos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram um cenário ainda mais preocupante.

O que explica aumento da obesidade

Segundo uma notícia do jornal O Globo, especialistas apontam que uma das principais explicações para o aumento da obesidade no país é o avanço dos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros.

“São mudanças no padrão alimentar da população, caracterizadas principalmente por uma redução do consumo de alimentos in natura, como arroz, feijão, frutas, legumes e verduras, e suas preparações culinárias, e um aumento do conjunto de ultraprocessados, como bolachas, salgadinhos e refeições prontas”, comenta Maria Laura Louzada, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da universidade.


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