Muita gente gosta de alternar bebidas alcoolicas com água na crença de que isso reduz os efeitos das “biritas”
Durante os dias de folia, uma recomendação clássica costuma circular entre os blocos e festas de rua: a de que intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água ajudaria a manter o controle sobre o nível de embriaguez. Para quem busca aproveitar o feriado sem perder o ritmo ou acabar a noite precocemente, a boa notícia é que essa prática não é apenas um mito popular, mas uma estratégia fundamentada pela fisiologia humana.
O álcool possui um efeito diurético conhecido, o que significa que ele estimula o corpo a eliminar mais líquidos do que o normal. Quando uma pessoa bebe apenas cerveja ou destilados, o organismo entra em um processo de desidratação progressiva. A água entra nesse cenário para repor o volume perdido, ajudando a manter a hidratação e permitindo que o fígado trabalhe de forma mais equilibrada no processamento das substâncias.
Além disso, o hábito de beber água entre uma dose e outra atua diretamente na velocidade do consumo. Ao ocupar o estômago com um líquido não alcoólico, o folião acaba bebendo menos álcool em um mesmo intervalo de tempo. Isso evita que a concentração de álcool no sangue suba de forma abrupta, o que é o principal gatilho para a perda de coordenação e o mal-estar imediato. Portanto, a água funciona como um redutor natural de ritmo.
Reduz a ressaca
Outro benefício crucial aparece na manhã seguinte. Grande parte dos sintomas da ressaca, como a dor de cabeça e a sede excessiva, são resultados diretos da desidratação e da inflamação causadas pelas bebidas. Quem mantém o corpo hidratado durante a festa reduz significativamente a intensidade desses desconfortos, garantindo energia para os outros dias de carnaval.
É importante ressaltar que a água não anula os efeitos do álcool nem torna ninguém imune à embriaguez se o consumo for exagerado. Ela serve como uma ferramenta de moderação e suporte biológico. Assim, a dica de ouro para os foliões é carregar sempre uma garrafinha e fazer da hidratação uma parte essencial da diversão, garantindo que a memória do carnaval seja a das marchinhas e não a do mal-estar.