Além do aspecto comercial, o Dia das Crianças, no Brasil, também busca valorizar os direitos da infância
O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro no Brasil, é uma data que une celebração e reflexão sobre a importância da infância. Apesar de hoje ser amplamente associada a presentes, brincadeiras e homenagens, sua origem está ligada a uma iniciativa política e, posteriormente, a uma estratégia comercial que ajudou a consolidar a data no calendário nacional.
A criação do Dia das Crianças remonta à década de 1920. Em 1924, o então deputado federal Galdino do Valle Filho propôs um projeto de lei para instituir uma data dedicada às crianças brasileiras. A proposta foi sancionada pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4.867, em 5 de novembro daquele ano, estabelecendo oficialmente o dia 12 de outubro como o “Dia da Criança”.
Nos primeiros anos, a data passou praticamente despercebida pela população e pelo comércio. Somente a partir da década de 1950, com uma campanha de marketing promovida pela Fábrica Estrela e pela Johnson & Johnson, o Dia das Crianças começou a ganhar força.
As empresas lançaram a “Semana do Bebê Robusto”, estimulando o costume de presentear os pequenos e impulsionando as vendas de brinquedos. O sucesso da ação fez com que outros setores do comércio se unissem à celebração, transformando-a no que conhecemos hoje.
Além do aspecto comercial, o Dia das Crianças também busca valorizar os direitos da infância. A data reforça a importância de garantir às novas gerações acesso à educação, saúde, lazer e proteção — princípios defendidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990.
Curiosamente, 12 de outubro também é o dia em que a Igreja Católica celebra Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o que faz da data um feriado nacional. Assim, o Dia das Crianças ganhou ainda mais destaque, unindo comemoração, fé e uma pausa no cotidiano para celebrar a alegria e a esperança representadas pelas crianças.