Desde janeiro, já são 2.243 queimadas, número só superado, nos últimos cinco anos, pelos 2.362 focos registrados no ano passado.
Em Morro Agudo a prefeitura decretou estado de calamidade pública por causa da alta incidência de incêndios na zona rural.
Favorecidas pelo tempo seco com calor e baixa umidade, as queimadas se espalham pelo interior de São Paulo.
Segundo o Estadão Conteúdo, entre quarta (18) e quinta-feira (19) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou 248 focos em todo o Estado.
Desde janeiro, já são 2.243 queimadas, número só superado, nos últimos cinco anos, pelos 2.362 focos registrados no ano passado.
Da noite anterior à tarde de sexta (20), os satélites do Inpe registraram 102 queimadas no estado, das quais 62 estavam ativas, a maioria na região norte.
Fumaça
Em Morro Agudo a prefeitura decretou estado de calamidade pública por causa da alta incidência de incêndios na zona rural.
Nos últimos cinco dias, a cidade registrou 32 incêndios de grandes dimensões, inclusive em canaviais e áreas de preservação ambiental, como mostrou o Jornal da Franca (veja aqui).
“Morro Agudo é o 12º maior município do Estado e tem a maior extensão de canaviais do país, mas não temos Corpo de Bombeiros”, disse o secretário municipal de Governo, Rogério Chiaroti.
O município, que lidera o ranking das queimadas este ano no Estado, é atendido pelos bombeiros de Orlândia.
Conforme Chiaroti, as usinas de açúcar e álcool mantêm brigadas de combate às chamas. Em muitas áreas, o fogo atingiu lavouras que tinham sido bastante afetadas pelas geadas de julho, elevando os prejuízos.
“A decretação de calamidade facilita para a prefeitura no apoio a esses produtores rurais”, disse o secretário. A medida vale por 60 dias.